quinta-feira, 11 de abril de 2013

158 Procuradores da República = Prisão de Corruptos que desviaram 1,5 bilhão de reais. Qual a relação entre investir em serviço público e retorno em dinheiro para a sociedade?

A ação deflagrada recentemente com expedição de 90 mandados de prisão e efetuação de mais de 40 prisões em todo o Brasil por investigação de desvio de verba pública de várias autoridades municipais, empresário e servidores públicos e de cartórios demonstra algo que a mídia não explora e não te informa: SERVIÇO PÚBLICO DE QUALIDADE E BEM REMUNERADO GERA ATAQUE EFICIENTE À CORRUPÇÃO!!

A publicização desta investigação, com tomadas mostradas na televisão, foi uma resposta do Ministério Público Federal à PEC 37 que intenta retirar o poder do Ministéio Público de investigar, colocando-nos ao lado dos únicos três países que hoje vedam seus promotores o poder de investigação: Gana, Quênia e Indonésia. Mas a informação por trás desta investigação e desse ato público0 de persecução criminal vai muito além do que intenta.

Observe, como já falamos antes no Blog, o retorno que o investimento em bons funcionários público garante à sociedade. 158 Procuradores da República e 1.000 policias resultaram em desoberta de desvio de 1,5 bilhão por 90 envolvidos/investigados. Isso sem contar o que não foi descoberto e o que eles ainda fariam resultaou em quanto de retorno para a sociedade? O exemplo deles sendo investigados e presos que inibe ações de outros menos ousados reflete em quanto de dinheiro para a sociedade em verbas não desviadas e que tinham o risco de serem desviadas? E quantas investigações desta ocorrem? E quantas têm dificultadas as conclusões por falta de Procuradores da República e de policiais federais? E uantas poderiam ainda ser procedidas se houvesse estrutura adequada para o tamanho do Brasil?

A mídia não faz nem fará essa conta, mas o investimento em policiais, Produradores da República, Juízes, servidores, professores e médicos... tudo isso enriquece a sociedade, combate a corrupção, salva vidas, melhora o orçamento... mas a área privada que manda e tem poder no País não tem interesse nisso. Falo da ponta, daqueles que se aproveitam do sistema público fraco, sem servidores e com servidores mal remunerados.

Um bom serviço público em quantidade e qualidade suficiente enriqeuce o País e as famílias brasileiras, além de enriquecer as empresas honestas do País. Essa é a verdade que não calcularão e nem mostrarão.

E quantos

INFLAÇÃO DENTRO DA META!! IPCA 0,47% EM MARÇO! TERCEIRA QUEDA CONSECUTIVA DO IPCA!

É, senhores, por mais que o mercado esteja querendo explorar o estouro de meta inflacionária para trás, ou seja 6,59% nos últimos 12 meses, a verdade veio com o IPCA de Março de 2013: 0,47%!! Esse índice anualizado (para frente, que é o que interessa) gera inflação de menos de 6%.

E não foi somente esta notícia!! Além de o IPCA ter caído de 0,85% em jan/2013, para 0,60% em fevereiro de 2013 e para os atuais 0,47% em março de 2013, o que para qualquer leigo e analfabeto é queda de inflação (rsrsrsr), Antônio Machado, em sua coluna Brasil S/A, no Jornal de Commercio, informa hoje, em 11/04/2013, que a taxa de dispersão da inflação caiu de 72,33% em fevereiro de 2013 para 69,04% em março de 2013!! Alto, ainda, mas em queda!!

Com essas notícias, é possível que o apelo desesperado do mercado para aumento de juros dê em água!! Rsrsrsrsrsrsrs Pois não há sentido em aumentar juros com crescimento do PIB lento e com inflação oficial em queda há três meses e com baixa na taxa de dispersão!!

Além disso, o grande vilão da inflação tem sido os alimentos, por choque de oferta, e outro grande vilão inflacionário, qual seja, a inflação de serviços, ficou em 0,26%!!! Este índice, anualizado para frente dá menos do que o centro da meta, o qual exige índice mensal inflacionário de 0,37%!!

Então por que o mercado exige aumento de juros? Para que suas previsões pessimistas e exploradoras de janeiro até março de 2013, contra as quais vimos falando sempre durante esses 90 dias, possam ser validadas. É somente isso. A cada mês em que a inflação baixa, suas posturas obtusas a favor do aumento de juros Selic ficam cada vez mais ridículas, irresponsáveis, incongruentes com a realidade e os descredencia em seu trabalho ou ao menos aos olhos da sociedade.

Tudo o que o mercado quer é aumento de 0,25% quarta feira que vem, para salvar suas previsões erradas e interessadamente pessimistas e poderem justificar a queda da inflação que ocorrerá daqui para frente de qualquer jeito, provavelmente.

Eu espero sinceramente que o Banco Central não aumente e dê um segundo tapa na cara do mercado, assim como fez em julho de 2011 quando começou a baixar os juros Selic enquanto o mercado histericamente determinava e bradava e pedia aumento de juros Selic.

Não aumentar a Selic de quarta-feira que vem, ainda será confirmar a postura do BACEN e dar lógica à sua atuação de não aumentar a Selic desde janeiro de 2013, quando a pressão inflacionária era até maior!!

Nós no Blog vimos que deveriam ser deixados estabilizados os juros Selic e que deveria ser vista a evolução da inflação oficial em março e até abril, antes de se resolver aumentar juros Selic. Delfim Neto e George Vidor falavam na mesma linha. As previsões do Economista Chefe do Credit Suisse, Nilson Teixeira, estão se confirmando (apesar de ainda ser cedo no ano para se afirmar categoricamente isso), assim como as do governo e do BACEN...

E veja a conclusão na coluna Brasil S/A de Antônio Machado hoje: "É que, preto no branco, há fortes sinais de que a inflação tende a declinar e, assim sendo e apenas por esta ótica, o razoável é esperar para ver como fica".

Bem senhores, parece que o BLOG PERSPECTIVA CRÍTICA acerta mais uma vez em ler os fatos econômicos para você, e demonstrar que nos jornais da grande mídia simplesmente as notícias em relação a juros são interessadas, parciais, histéricas, descomprometidas com a realidade prospectiva dos fatos, e que normalmente te levarão a ser surpreendido em relação à boa administração atual da politica de juros e monetária.

Tenha um bom dia com esta notícia de controle inflacionário e de que as previsões de que a inflação este ano fechará menor do que a de 2012 parecem estar corretas. A inflação se demonstra, por enquanto, sob grande controle!  Não espero aumento de Selic para quarta-feira que vem com as informações que acabei de lhes dar.

p.s.: A inflação alta do INPC (ver * abaixo)é porque ele é a inflação de pessoas que recebem até cinco salários mínimos e os alimentos pesam muito neste índice. Isso, ao menos, ficou bem informado no Jornal O Globo de hj, pg. 19, em que o tema inflação foi abordado com viés pedinte de aumento de juros Selic. Viés sensacionalista explorando estouro da meta inflacionária pretérita (6,59% nos últimos doze meses), que não tem a importância da taxa e tendência inflacionária prospectiva, que é a inflação que tem que ser controlada e que deve estar dentro da meta em dezembro de 2013. Aliás, o Jornal do Commercio também explorou este viés em manchete, apesar de informar melhor... fiquei decepcionado.. parece que manchetes aterrorizantes realmente vendem mais e o interesse pela verdade informativa é algo elitizado realmente. Uma pena.
* 19/04/2013 - corrigido o índice. Estava escrito erroneamente IGPM no lugar do índice correto INPC. Apesar de a qualificação do índice no texto já dar esta idéia e de o p.s.3 falar sobre IGPM corretamente, convém a correção, lógico. Desculpem.
p.s.2: A informação atual é com base no IPCA e taxa de disseminação de inflação de março de 2013 divulgado ontem no final do dia. O artigo anterior teve de ser escrito ontem, em virtude da abordagem massiva do tema na mídia e explorando dados não tão bons  de fevereiro de 2013. A taxa de dispersão de 71% (informada até em 75%), por exemplo estava sendo informada há três dias em entrevista econômica na Globo ou Globonews como se fosse algo recente. Então, criticando as infomações veiculadas, desta vez, a leitura do artigo anterior e este pode dar a impressão de colid^çencia de informação sobre situação inflacionária, mas isto foi criado pela própria grande mídia ao divulgar informações inadequadamente em sociedade, o que é nossa fonte de informação para trabalho. O importante é que a informação deste BLOG apresenta-se sempre coerente e de melhor qualidade do que a que a grande mídia te apresenta. Sempre. É só conferir nossa coerência e nossas previsões e suas confirmações no dia a dia.

p.s.3: texto revisto.

p.s. de 13/04/2013 - Importante ressaltar que o IGP-M também caiu três meses consecutivos e se apresenta bem abaixo do centro da meta de 4,5% anual, se anualizado. Segundo informação publicada no artigo intitulado "IGP-M recua para 0,21% e indica desaceleração, publicado no Jornal do Commercio, pg. A-3, datado de 28/03/2013, em janeiro o índice foi de 0,34%, enquanto que fevereiro foi de 0,29% e março de 2013 foi 0,21%!! O acumulado de 12 meses, pra trás passou de 8%, mas como disse, inflação pretérita não interessa, assim como taxa de retorno de investimento pretérito não interessa. Veja o que Salomão Quadros, responsável pelo indicador na FGV, afirmou ante esta evolução do IGP-M: "Nos três primeiros meses deste ano, o IGP tem diminuído continuamente. Podemos perfeitamente imaginar uma trajetória de desaceleração seguindo um caminho mias regular." Então, senhores, IPCA e IGP-M desaceleram há três meses e as perspectivas para a inflação são de declínio e índices anualizados, em especial o IPCA que é o mais importante e o oficial, dentro da meta do governo. Como o Bacen vai aumentar juros quarta-feira que vem? Não vejo como.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Melhora de abordagem do tema juros e inflação pela mídia. Piora do contexto da inflação.

As últimas abordagem do tema inflação estão menos indutivas e menos sensacionalistas. É isso que desejamos que ocorra sempre. Em recente entrevista da Miriam Leitão em um programa jornalístico no canal fechado Globonews, houve a abordagem mais fria sobre o problema, mais contemplativo do que ocorre e analítico do que pode ocorrer sobre inflação, sem exigir messianicamente aumento de juros Selic.

Não só a Miriam, mas depois da confusão sobre declaração sobre controle inflacionário sem perda de crescimento pela Dilma na Cúpula dos Brics, em que Dilma vociferou contra manipulação de suas palavras, houve um esfriamento na irresponsabilidade da exploração do tema pela grande mídia. Houve ponderação dos efeitos de eventual aumento de juros e MIriam falou a verdade, assim como em sua coluna de hoje (10/04/2013) no Jornal O Globo, pg. 20, falou em sua coluna publicada sob o título "Vários dilemas do ano" que o problema não é simples pois deve-se controlar a inflação sem baixar ou afetar muito o crescimento.

É isso o que falamos sempre. É isso o que George Vidor falava. É isso o que Delfim Neto fala. E é isso que o presidente do FED falou em 2012 (ou 2011 - escrevi artigo no Blog sobre tal manchete exigindo o mesmo do Bacen e mesma postura da mídia) e foi publicado em uma manchete no Jornal Monitor Mercantil, em suas palavras "o Fed na execução da política de juros foca na inflação, crescimento do PIB e criação de emprego".

Nunca o FED falou isso, só se preocupando com inflação, e assim repetindo nossos jornalistas e economistas, porque lá nunca tinha tido problemas com o pib e empregos ou crise econômica grave pós-1929, não podendo sequer as crises de petróleo serem comparáveis ao que ocorreu em 2008 com efeitos até hoje sobre a economia dos EUA.

Mas é aquilo: repetir é mais fácil do que pensar.

Então, a mudança de postura do debate sobre inflação, seu controle, adoção (ou não) de aumento de juros para esse controle e análise de opções, além dos efeitos da medida a ser adotada para controle inflacionário, inclusive sobre o crescimento do pib, taxa de investimento e impacto na produção de emprego é mais do que auspicioso. Isso é ser responsável e maduro com o tema controle inflacionário. Isso é ser informativo. Isso é ser crítico. Isso é ajudar o País.

Por outro lado, esta boa notícia veio acompanhada de uma má: A FGV confirma que a dispersão da inflação transborda o setor de alimentos (insensível a aumento de juros pois inflaciona hoje em virtude de choque de oferta, ou seja, rarefação de produtos por seca ou excesso de chuvas ou os dois) e atinge 71% de produtos e serviços analisados.

Isso é ruim, gente. A confirmação de dispersão efetiva da inflação gera legitimação para aumento de juros, pois mesmo que se aumento importação de produtos alimentícios e agrícolas, pode não ser suficiente. Ok.

Eu disse pode não ser suficiente. Então, considerando por outro vértice, que as famílias estão cada vez mais endividadas e gastando menos, antes de ver os juros aumentando, eu gostaria de ver o que já está sendo feito ter a chance de surtir efeito: desonerações tributárias setoriais, incentivo à exportação, aumento de importação e facilidade de importação de agrícolas e alimentos que aqui sobem de preço. Por exemplo: viu-se em jornal na Rede Globo que brasileiros compram tomates na Argentina pois está 1/3 do preço no Brasil. Ora, se é possível entender barreiras sanitárias para importação livre desses produtos em virtude de falta de reciprocidade por Argentinos e por necessidade de proteger nossos produtores de tomates, porque não se adota medidas para facilitar a importação em situações de emergência como a atual, nem que seja compensando agricultores de tomates brasileiros?

Então, está faltando, sim, uma capacidade de jogo de cintura do governo em criar mecanismos de compensação interna e externa da falta de produção e oferta de produtos que impactam na inflação, por causa de choque de oferta.

Por outro lado, continua o dilema: atacar inflação com alta de juros cria impacto geral na economia, não acaba com problema setorizado de inflação de choque de oferta de alguns produtos que impactam a inflação, desestimula produção e aumenta dívida do governo ao mesmo passo que pressiona a economia das famílias que terá de pagar mais juros por seus empréstimos.

É nesse momento interessante o aumento de juros? Eu não acho. Para quem foca controle inflacionário, pib e emprego, nas condições de hoje do Brasil, não! Investimentos estão sendo retomados. A falta de regulamentação ou dúvidas de marcos regulatórios em alguns setores já são por si só desestímulo à retomada de crescimento de investimentos, aumentar retorno financeiro de investimento em títulos do governo seriam mais um desestímulo à área produtiva, com impacto negativo sobre a oferta de serviços e bens em sociedade, impacto negativo sobre a produção de serviços e produtos e sobre a criação de empregos.

Realmente a questão inflacionária no momento exige atenção e observação e, ainda diria, fé!! Temos de esperar que medidas de facilidade de importação, desonerações tributárias (que não estão sendo muito repassadas ao consumidor... velho problema..), que o aumento e incentivo a investimentos e que os limites orçamentários das famílias façam um conjunto de impactos positivos sobre o índice inflacionário, e mantenha o IPCA mensal entre 0,37% e 0,45%. Caso contrário, aumento de juros será necessário. Que se atrase um pouco mais esse aumento, mesmo vendo que a inflação está resistente e se dissemina.

Por outro lado, não dá para esperar que o governo corte gastos, como Miriam sugeriu, apesar de que matematicamente isso seja aconselhável. Corte de gastos do governo esfria inflação, mas impede investimentos em logística, impede ataque ao custo brasil via desobstrução de gargalos do escoamento da produção e impede aumento de eficiência futura à economia do Brasil que gerará impacto desinflacionário mais à frente.

Até porque, se o governo não investe, os privados muitas vezes não investem junto e já que as famílias não podem gastar, quem giraria a economia? Então, mais uma vez teríamos desaceleração do PIB, perda de emprego e, sim, menos inflação, mas assim não dá, não é?

Seria interessante, então, o governo fazer além do que já faz (desonerações tributárias e investimentos no PAC e obras da Copa e Olimpíadas), avaliar uma política séria de subsídios na nossa economia, como ocorre nos EUA, Europa e como ficamos sabendo que há na China para mais de 3.000 (três mil) produtos!! Sempre com planejamento e pressão de impacto financeiro com metas de resultados em aumento de produção, emprego e arrecadação futura!! Claro!

É preciso ainda uma política permanente de gerenciamento de impacto inflacionário por choque de oferta de insumos agrícolas que podem ter preço aliviado por importação, com o respectivo apoio e compensação aos produtores brasileiros.

Completar as obras do PAC é essencial, tanto por diminuir déficit e custo de infraestrutura para escoamento de produção (de impacto desinflacionário), como para aumentar a eficiência da produção e economia brasileira (também de impacto desinflacionário, sem perda de PIB e emprego). Completar a transposição do Rio São Francisco pode gerar irrigação permanente de milhares e milhares de quilômetros quadrados de plantações no Nordeste e aumentar a colheita de todo tipo de agrícolas, impactando positivamente a inflação, neste tocante.

Então veja. Ao meu ver, o combate à inflação atual, que não é eminentemente de demanda (temos de ver a evolução da inflação de serviços, que já estava se arrefecendo) com desonerações, política de subsídios, investimentos em infraestrutura e aumento de área irrigada no Nordeste!! É atacar inflação de oferta como deve ser, ou seja, com investimento!!

O governo não está fazendo tudo isso ou não está fazendo tudo isso direito, mas está nesta linha e é esta a linha que nós apoiamos. Segurem o aumento de juros! Gerenciem o choque de oferta (desonerações e incentivo à importação e à produção)! Desenvolvam a infraestrutura brasileira! Irriguem o Nordeste! Invistam e incentivem o investimento e a produção! Contratem mais servidores que aumentam a produtividade brasileira: mais fiscais aduaneiros nos portos agilizariam embarques e desembarques de mercadorias, assim como mais analistas poderiam estudar e realizar mais projetos de infraestrutura necessários para acabar com gargalos de escoamento de produção, assim como mais cientistas do Embrapa podem trabalhar em mais projetos de aumento de produtividade da produção agrícola.

Isso é o necessário hoje, ao invés de aumento de juros imediato, na visão do BLOG PERSPECTIVA CRÍTICA. A inflação piorou, mas com o debate correto sobre a inflação, o País vai bem.

p.s.1: Onde está a frase: gastar dinheiro para fazer dinheiro? Só se aplica à área privada? Não podemos aplicar ao governo no que é constatável que é viável? Não, porque aí estaríamos discutindo seriamente o serviço público e isso demonstraria a necessidade de investir em recursos humanos do Estado, o que é proibido na cartilha da área privada e da sua protetora (ou inconcscientemente não..), a grande mídia.

É isso.

p.s. 2: Cabe ainda ao governo para incentivar a economia tirar o papel as Zonas de Processamento de Exportação (ZPE's) brasileiras que já foram definidas para implantação como sendo 24 em 20 Estados!! A China alavancou seu PIB à base de dezenas de ZPE's. E cabe ainda copiar e replicar projeto do governo estdual de São Paulo que previa, mas também não executou, conceder isenções tributárias a estabelecimentos e pólos de venda de têxteis de temporada já ultrapassada, ou o conhecido "Off", para concorrer com estes pólos de consumo barato norteamericanos. A idéia é ótima e aumentaria vendas internas de vestuários além de turismo interno!!

p.s. 3: Texto revisto e ampliado.

p.s. de 11/04/2013 - IMPORTANTE!! A notícia de que o IPCA de março de 2013 foi de 0,47%, terceira queda consecutiva do índice oficial de inflação, juntamente com a informação de que a taxa de inflação de serviços foi 0,26% e de que a taxa de dispersão da inflação baixou de 72% em fecvereiro de 2013 para 69% em março, muda a configuração de perspectiva inflacionária, confirmando boa perspectiva de amenização da inflação!! Este artigo teve de ser escrito em 10/04/2013, ontem, em virtude da abordagem massiva do tema na mídia e explorando dados não tão bons de fevereiro de 2013. A taxa de dispersão de 71% (informada até em 75%), por exemplo estava sendo informada há três dias em entrevista econômica na Globo ou Globonews como se fosse algo recente. A informação atualíssima, e com base em fontes de dados atuais, está no artigo seguinte de 11/04/2013, intitutalo "INFLAÇÃO NA META!! TERCERIA QUEDA CONSECUTIVA DO IPCA!!". A leitura deste artigo em relação ao seguinte pode dar a impressão (em uma leitura despretenciosa e relaxada, tranquila) de colidência de informação sobre situação inflacionária, mas isto foi criado pela própria grande mídia ao divulgar informações inadequadamente em sociedade, o que é nossa fonte de informação para trabalho. Assim que sair informação vamos nos posicionar. O importante é que a informação deste BLOG apresenta-se sempre coerente e de melhor qualidade do que a que a grande mídia te apresenta. Sempre. É só conferir nossa coerência e nossas previsões e suas confirmações no dia a dia.

p.s. de 25/10/2013 - texto revisto e ampliado.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Mapa Econômico Mundial em mudança: IED de 2012 foi maior em emergentes

Segundo afirmação da Presidente da República Dilma Roussef, por ocasião da Cúpula dos Brics, os emergentes passaram os ricos em investimento estrangeiro direto (IED) em 2012.

Em suas palavras, publicadas pelo Jornal do Commercio de 28/03/2013, pg. A-2, no artigo intitulado "Tolerância zero com inflação", ela afirma: "Pela primeira vez, no ano passado, os países em desenvolvimento atraíram mais investimento estrangeiro direto do que os países desenvolvidos". O Jornal ainda afirmou que a presidente lembrou que 20% desses valores de IED foram destinados aos BRICS.

Senhores, é importante ressaltar o futuro, para ajustes de visões nas políticas do presente. Até 2050 está previsto que os BRICS terão participação do PIB mundial maior do que os países desenvolvidos. Hoje, os países desenvolvidos movem apenas 1/3 do comércio internacional. Pelos próximos dez anos, no mínimo, alguns dizem trinta (o que acho exagero e aceito até 20 anos no máximo), os países ricos deverão trabalhar a diminuição de suas relações dívida/pib, tentando chegar novamente a 40% e saindo dos atuais 90% a 120%, sendo a do Japão de 220%. As reservas do FMI e Banco Mundial estão sendo direcionados para ajudar os países centrais ou desenvolvidos a saírem da crise em que estão mergulhados desde 2008. Os países emergentes e dentre eles os BRICS são os que menos sofreram e que mantém perspectivas de crescimentos melhores do que os centrais.

Aliado a tudo isso, os BRICS criam mecanismos de financiamento internacional mútuo e com vistas a financiar negócios entre si e com terceiros, em especial África, criando sistema paralelo de financiamento internacional que antes era monopolizado pelo FMI e Banco Mundial, sob a batuta exclusiva dos ricos. Agora haverá Banco de Financiamento e Desenvolvimento Internacional sob exclusiva direção dos BRICS. Além de concorrência com o FMI e Banco Mundial e permitir realização de política internacional sob direção dos BRICS e para defesa de seus próprios interesses, esse novo banco internacional poderá competir ainda com o Eximbank americano, no sentido de poder prestar aos BRICS o apoio em vendas ao exterior de produtos e serviços dos países integrantes dos BRICS, facilitando o fechamento de negócios.

Hoje, muitos negócios fecham em favor de americanos porque eles além do produto oferecem o financiamento par a aquisição através do Eximbank. Assim, os Brics podem imaginar a anulação dessa vantagem dos produtos americanos contra os seus produtos. Isso há pouquíssimo tempo estava sendo feito pelo BNDES em pequena escala para o Brasil, mas com um organismos internacional em que somos protagonistas essa instrumentalização de nossas vendas as exterior podem ganhar bom torque e aliviar o BNDES.

Em suma, muita coisas está mudando na economia internacional e a continuidade dessa onda parece ser certa e a favor dos BRICS. Cabe a nós não perdermos a chance que dez a vinte anos de estagnação dos trilaterais EUA-EUROPA-JAPÃO nos garantirão em podermos avançar sobre o PIB mundial. O mapa econômico mundial está em mudança e o indicativo de investimento sempre foi o prelúdio da situação econômica futura: o investimento direto estrangeiro foi maior nas economias emergentes em 2012. É trabalharmos para mantermos assim por uma década e o mundo definitivamente terá mudado.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Três pontos: Petrobrás e recorde de produção, Apagão Elétrico e Apagão logístico (em especial Portos)

Pessoal, três pontos tão rápidos quanto importantes.

Petrobrás e Recorde de Produção

A produção de 300 mil barris de petróleo no pré-sal em 7 anos é indicativo sem precedentes de altíssimo nível de produção em pouco tempo para o pré-sal brasileiro. É recorde absoluto de produção/tempo em reservas petrolíferas em alto mar em todo o mundo!! Explorações no Golfo do México somente apresentaram essa produção depois de 17 anos!! Na Bacia de Campos, somente após 11 anos!! E no Mar do Norte, somente após 9 anos!! Mais do que auspiciosa essa notícia!! Os lucros da Petrobrás, portanto, assim que todas as sondas contratadas tiverem sido entregues e estiverem em operação junto com as "árvores de natal", gerarão bilhões de dólares à Petrobrás e ao Brasil e aos acionistas. Esse período até 2014 de desvalorização da empresa em curto prazo (já que nos últimos dez anos ela quadriplicou de valor, segundo propaganda corporativa) tem razões de ser (pressão de custos para estar em 30% de todo o pré-sal e controle político de preço de combustíveis), mas o futuro a partir de 2014 parece prometer... Só espero que fiquemos autossuficientes também em derivados e não só em petróleo bruto. E para isso precisamos de ao menos uma ou duas refinarias. Refinarias compradas no exterior são interessantes quando não se tem nenhuma aqui (é mais barato também), mas causam importação de derivados, que impactam a balança comercial do País negativamente. O ideal seria produção de derivados aqui, inclusive com exportação de derivados, e importação de óleo bruto!! Isso seria o melhor dos mundos!!
Acesse: http://www.petrobras.com.br/pt/noticias/producao-no-pre-sal-alcanca-300-mil-barris-de-petroleo/?page=85



Apagão Elétrico

Deixemos claro: não existe apagão elétrico. Apagão elétrico existiu no FHC!! Apagão elétrico foi o blecaute de 65% de toda a eletricidade do Brasil ao mesmo tempo e por horas e horas (o problema ainda se estendeu por meses)!!! Criou o caos. Apaguinhos de uma hora de madrugada em áreas salpicadas e controladas não é apagão elétrico, pois não cria desordem, não cria falta de serviços básicos e nem de continuidade de serviço de hospitais, e é o que acontece desde sempre em vários países europeus, inclusive durante o dia e muitíssimo pior do que ocorre aqui... Sem comparação. Agora, de quem é a culpa? Nesse quesito, senhores, não é do Governo. O Governo está construindo dezenas de hidrelétricas e projeta construir quatro usinas nucleares... mas a mídia apoiou messianicamente todos os movimentos sociais contra a construção de todas estas usinas!! Todas!! Ou seja, a sociedade reage emocionalmente e a mídia não informou a mesma sobre opções.. aí prejudica-se a geração de energia e seu escasseamento gera cobranças da mídia.. é uma grande palhaçada. Não dá pra garantir crescimento de energia suficiente só por eólicas e usinas solares!! A culpa no caso de dificuldade de aumento de oferta de energia não é do Governo mesmo!!! É daqueles que fazem política de bandeira social e politicamente correta de forma intransigente, apoiado pela mídia que está mais preocupada em fustigar o governo  e vender jornal do que ajudar o País a oferecer energia suficiente ao seu futuro. Dá nisso. Precisamos de usinas nucleares. Poucas, mas o mínimo para conseguirmos tornar hígido um pequeno sistema produtivo que nos independa do exterior, tanto tecnologicamente, como militarmente (combustível para o submarino), como para energia elétrica como para medicina nuclear e agricultura nuclerar. Precisamos esgotar nosso potencial hidrelétrico e continuar com a geração energética mais limpa de todo o mundo. Nossa produção (matriz) energética elétrica é 88,8% renovável e a do mundo é 19,5% renovável em média, sendo na OCDE de 17,5%. Isso é por causa de nossas hidrelétricas.
Acesse: http://www.cartacapital.com.br/carta-verde/fontes-renovaveis-respondem-por-888-da-matriz-energetica-brasileira-diz-estudo/


Apagão logístico (em especial Portos)

O apagão logístico, já este é mais por culpa do Governo. Mas também da mídia e da área privada. Não há servidores analistas suficientes para preparar todos os projetos de logísticas (estrada, portos, hidrovias, ferrovias..) ao mesmo tempo. Isso já foi publicado. Mas não se pode contratar servidores e nem melhorar salários (a mídia e a defesa do Estado Mínimo não deixam), o que faz com que continuemos a não ter os servidores que farão os projetos. Prejuízo na expansão da logística.
Por outro lado, se o governo investe em logística (obras e tal) o jornal cobra cumprimento de superávit primário e diz que o gasto/investimento aumentou demais e é irresponsável. Difícil. Somado a isso, empresas privadas não expandem malhas rodoviárias, ferroviárias e portos!! Não ajudam... só exploraram. E pior, abandonam obras, como as empresas privadas que iriam fazer a metade da transposição do Rio São Francisco, que tiveram de ser substituídas pela Exército, que já tinha feito a primeira metade. Complicado. Então aqui, ao meu ver temos três culpados: Governo, Mídia e Empresas privadas. Esperamos que se acertem, pelo bem do País. Eike batista é o único que cria projetos do nada e impulsiona para expandir logística, como o Porto de Açu em construção. Esperamos que seu exemplo se dissemine entre os grandes empresários e que eles saiam do reboque do governo, que é o que sempre fizeram.
O caso dos portos é grave. Segundo a informação de uma deputada federal da oposição, Em sete anos o Brasil pode dobrar sua exportação/importação, necessitando do dobro de portos e respectiva logística de escoamento, mas uma licença ambiental para construir portos pode levar 4 anos e a construção de um porto pode levar sete anos!! Dito no programa de rádio "A Hora do Brasil" da semana passada. Isso é grave!!


p.s.: texto revisto e ampliado.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Hospitais sem médicos. Escolas sem professores. Causa: Corrupção e defesa do Estado Mínimo

Vou satisfazer alguns amigos que caçoam de mim (a título de brincadeira, claro) e minha incapacidade de escrever artigos curtos. Aqui vai um artigo curtíssimo.

Por que já foram flagrados na mídia tantos casos de prédios escolares novos sem professores suficientes?

Por que já foram flagrados pela mídia tantos casos de leitos novos e hospitais novos e UTI's novas não usadas?

Por que tantos casos de escolas novas construídas e centenas sem obras de reparos e recuperação?

A resposta é o binômio simbiótico: Corrupção-Defesa de Estado Mínimo.

Construir prédio novo e comprar equipamento dá mais dinheiro a ser desviado para políticos e empresários do que contratação de servidores médicos e professores ou reparos em prédios públicos.

Assim, a defesa do Estado Mínimo ajuda a corrupção, pois ela prega que não devem ser contratados servidores e nem reajustados ou aumentados seus salários. Não deve haver política de valorização do servidor público, apesar de a área privada possuir políticas de incentivo, carreira, valorização e bonificação de seus empregados.

Assim, a defesa hoje, no Brasil de hoje, do Estado Mínimo desestrutura o serviço público que presta serviço à população, que fiscaliza o mercado e que, inclusive, concorre com a área privada por mão-de-obra normalmente especializada.

Dessa forma, os políticos corruptos têm a base científica e filosófica para não gastar com contratação de servidores e, para suas felicidades e das empresas prestadoras de serviços públicos, obras públicas e fornecedoras de equipamentos ao Estado, podem fingir que se empenham em investir em melhora do serviço público construindo prédios, comprando materiais que não serão usados por qualquer funcionário público, já que eles não serão contratados.

Isso gera um ciclo fantástico positivo para a mídia, os políticos e empresários. Como? Não contratando servidores, o Estado diminui e os serviços público pioram, perde o apelo de valorização de servidor público, achatam-se seus salários, diminui a concorrência pelo trabalhador brasileiro, as empresas têm mais mão-de -obra à disposição e baixam salários da área privada. Ao mesmo tempo há menos servidores para fiscalizar o mercado. Ganham mercado e empresas e mídia que pode publicar manchetes sobre ineficiência do Estado e serviço público; perdem o Estado, os servidores e o cidadão.

Como não será gasto dinheiro na contratação de servidores, sobram verbas para contratação de empresas privadas que realizem obras públicas e forneçam materiais de todo tipo, inclusive equipamentos médicos para hospitais e UTI's. Como não haverá servidores para usá-los, eles não serão funcionais e não significarão prestação de serviço público, gerando as manchetes que conhecemos, perda de validade dos materiais comprados por falta de uso ou manutenção e prejuízo às construções (infiltrações, abandono etc.). Será necessário reparar ou construir obra nova e consertar equipamentos ou comprar novos. Em todos os casos, uma parte do dinehrio gasto irá para políticos pois tudo é superfaturado ou tem participação dos políticos locais e regionais. Quando obras são feitas e equipamentos comprados, as manchetes favorecem os políticos da hora, mesmo que não haja quadro de servidores para por tudo a funcionar. Ganham empresas, políticos e a mídia com manchetes na entrega das obras e equipamentos e na cobertura do seu abandono. Perdem Estado, servidores e cidadão.

Então, está aí provado o link simbiótico entre defesa do Estado mínimo e corrupção que resulta em lucros empresariais, políticos e da mídia, em desfavor da realização do bem público, da eficiência da administração pública e da melhoria da qualidade de vida do cidadão.

Droga... meus amigos venceram de novo... SIMPLESMENTE NÃO CONSIGO ESCREVER POUCO!!! rsrsrsrsrsrs

Abs

p.s.: texto revisto.

Brasil que funciona x Brasil que não funciona: como melhorar o serviço público e a vida do cidadão

Pessoal, mandando link para amigos do Facebook, acabei dando ótimo título para o artigo importantíssimo publicado duas vezes, sob títulos diferentes. Assim, como isso facilita o acesso e o tema é importantíssimo, reproduzo pelar terceira vez o artigo abaixo e encerro esta divulgação do teor deste artigo sobre a falta de investimento no serviço público, falta de política de valorização do servidor e consequente piora de prestação de serviço público com resultado em desnecessárias mortes de cidadãos e baixa de qualidade de nossas vidas e de nossos familiares.

Nunca tinha feito isso, mas o tema e o artigo ficaram ótimos e de acesso obrigatório a todo cidadão brasileiro que queira entender como realmente sua vida pode melhorar, para quê existe serviço público e como ele melhora a sua vida, quando bem administrado!!

Aí vai:

"Compare o Brasil (serviço público) que funciona com o Brasil (serviço público) que não funciona e encontre a única resposta: necessidade de investimento em salários e contratação de servidores públicos.

Bem senhores, só no Jornal O Globo de 05/04/2013 há duas notíticas sobre prejuízos de prestaçaõde serviço público à população por falta de funcionários públicos. Deixe sublinhar: FALTAM FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS E A POPULAÇÃO SOFRE POR ISSO!!!

Na página 14 do Jornal O Globo de hoje, 05/04/2013, o ótimo artigo intitulado "A Secretaria precisa ter pelo menos 3 vezes mais fiscais" indica que não é feita fiscalização adequada dos ônibus e motoristas que servem a população do Rio de Janeiro, pois a secretaria responsável conta com 40 fiscais pra fiscalizar ônibus, táxis e vans.

O Professor do Departamento de Transportes da Uerj e ex-presidente da extinta SMTU, José de Oliveira Guerra, responde sobre a pergunta realizada pelo O Globo sobre se 40 fiscais par tudo esse trabalho seria suficiente: "Esse número é irrisório. Cidades com população menor do que o Rio contam com mais fiscais."

Resultado? Nôa existem agentes fiscais suficientes para multar as empresas de ônibus e nem verificar as condições de veículos e desvios de conduta, o que gera a impunidade das empresas de ônibus e a liberalidade de contratação e manutenção de pessoas sem condições, resultado em acidentes, morte de passageiros e pessoas aleijadas!!!

Esse é o resultado de não se contratar mais 80 fiscais!!! A salário ridículo, diga-se de passagem. Vale a pena? Alguém questiona a existência de servidores públicos em quantidade suficiente para prestar o serviço público? Não. Só na tragédia. Isso é comprometimento com a melhora da prestação do serviço público, com a integridade de seus familiares, com  amelhora de qualidade de vida do brasileiro? Não. Só quem faz isso pra você é o BLOG PERSPECTIVA CRÍTICA!

No mesmo Jornal O Globo de hoje, 05/04/2013, na fl. 11, foi publicado no artigo intitulado "Médicos relatam a Dilma caos em hospitais", O presidente da Federação de Médicos, Geraldo Ferreira Filho, comenta sobre a reunião que teve com a Presidente da República sobre a situação dos hospitais federais. Preste atenção em suas palavras publicadas e veja a confirmação do que o BLOG PERSPECTIVA CRÍTICA publica há quase três anos sobre baixa remuneração e fatla de servidores públicos para atender o Brasil:

"Falamos da degradação da rede de hospitais federais, mais marcadamente no Rio, onde se transformaram em verdadeiras pocilgas humanas e não têm a menor condição de dar atendimento à população. Reputamos isso à perda de recursos humanos ao longo de anos pelo achatamento salarial e pela perda de gratificações."

Bom, senhores e senhoras, o que acham? Nós sempre falamos isso. Servidor público não tem sequer a reposição inflacionária anual prevista na Constituição Federal, e quando tem, é acumulado, depois de anos de perdas e ainda é chamado pela mídia de aumento, desinformando a população e provocando a ira do cidadão contra o servidor público que receberia "aumentos acima da inflação".

Veja o resultado da mentira dos jornais, da sua desinformação, e da mentira de "inchaço do serviço público" e de "salários fantásticos do funcionalismo público": degradação da estrutura de prestação de serviço público ao cidadão e morte de indivíduos e prejuízo ao cidadão.

Sabe quantos funcionários a Defesa Civil do RJ tinha na Serra pra cuidar de enchentes como a que matou centenas de pessoas naquele verão fatídico de 2012? 5 (cinco). Isso mesmo, cinco!! Para monitorar riscos civis como o do caso da enchente, cujas informações técnicas do risco da enchente chegaram, mas não tinha gente suficiente para analisa-las in loco e tomar as medidas!!! Isso foi publicado!! e nós já escrevemos artigo sobre isso intitulado "Defesa do Estado Mínimo causa mortes".

Faltam professores? O Estado de Minas abriu concurso para 30 mil professores? O Município do Rj abriu concurso para 2 mil médicos? Por quê? Porque o salário é ridículo e ninguém quer ser professor ou médico do Estado!!! É simples... mas o Globo faz entrevistas com "especialistas" que apontam que se deve incentivar a "vocação para o magistério" e mostrar o "amor em ensinar as novas gerações".

Pergunto: vocação e amor pagam prestação de carro e casa? Vocação e amor pagam plano de saúde de seus filhos? Daí você vê que o que é publicado sobre prestação de serviço público é a maior palhaçada do mundo! É o descomprometimento com a qualidade de vida do brasileiro e sua família!! E o condena e a seus familiares a não ter prestação de serviço público básico de saúde e educação de qualidade, assim como segurança e fiscalização de serviços públicos, gerando até perdas de vidas por todo o País!!!

Isso nunca será publicado dessa forma! Haverá, como houve hoje, sempre publicações isoladas de falta de servidores, a cada tragédia. Mas com abordagem geral de que há inchaço da máquina pública e que não pode haver aumento de salário e nem defesa de reajuste inflacionário do salário do servidor público. Pois isso degrada o serviço público, facilita a defesa de privatização e transforma os salários de servidores públicos, que são integrantes de suas famílias e da família de brasileiros, pessoas físicas, em receitas para empresas que terceirizarão os serviços públicos, garantindo o avanço das empresas sobre o PIB brasileiro em contraste com o empobrecimento do cidadão.

Enquanto isso, o Banco do Brasil, com funcionáriossuficientes e salário não irrisório, é o maior banco do Brasil com altos lucros. O mesmo se diga da CEF. O mesmo se diga do BNDES. Faltam pessoas para esses bancos públicos? Há cargos sem estarem ocupados e eles penam para preenche-los ao lançarem editais? Não. O mesmo se diga da Petrobrás. O mesmo se diga da melhor Rede Hospitalar do Brasil que é talvez a melhor da América Latina: Rede Pública Sarah Kubitscheck. O mesmo se diga do Banco Central e da Receita Federal.

Todos esses que acabei de citar são excelentes prestadores de serviço público à população e o que têm em comum? Salários bons e cargos preenchidos com bons profissionais que foram para lá atrás dos salários bons e que ficarão por lá enquanto houver salários bons.

Por outro lado, o que esse grupo de empresas e órgãos estatais eficientes têm de diferente em relação aos órgãos estatais e empresas estatais não eficientes? Os órgãos estatais não eficientes oferecem salários irrisórios e não têm servidores suficientes (lógico) para prestarem serviço à população. É o caso da fiscalização de ônibus, da Defesa Civil na Serra, da educação pública e da rede médica regular pública.

E para quem diz que contratar servidor é ruim, digo mais: a paz ao Rio de Janeiro só foi possível depois de aumentarem o número de policiais militares de 17 mil para 30 mil e mesmo assim passarem a contratar novos recrutas para cada UPP criada. O Rio de Janeiro passou a ser destino de investimentos empresariais, alvo de valorização excessiva imobiliária, e cresceu a economia durante tal período, criando empregos e uma das menores taxas de desemprego do País, com aumento de renda média superior à média brasileira. Valeu a pena?

Salário digno do servidor público e quantidade de servidores suficientes melhoram sua qualidade de vida e garante prestação de serviço público em quantidade e qualidade para você e seu familiar. Mas você não verá essa abordagem em jornal nenhum, a não ser neste BLOG e blogs sociais que se preocupam exclusivamente com o cidadão e sua família.

A verdade que te interessa, cidadão, você só vê publicada aqui no BLOG PERSPECTIVA CRÍTICA.

É isso."

Abs

Mário César, seu amigo e cidadão brasileiro