quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Comissão Trilateral domina Fóruns e Instituições Econômicas Internacionais - A ditadura dos bancos de investimentos - confirmação de toda a informação estratégico-político-econômica que trazemos a você!

Os bancos de investimentos, em especial o Goldman Sachs, "já submetem  as Nações Unidas, o FMI, a Comissão Européia e o Banco Central Europeu à sua lógica e visam submeter o direito internacional ao direito empresarial". Esta é uma das claras, diretas e graves informações contidas no Editorial do Jornal Le Monde Diplomatique Brasil de setembro de 2012, cuja aquisição já sugeri a todos.

Outra informação grave e que confirma a informação acima é o fato de que os principais envolvidos em resolver a Crise da Europa são egressos do Golman Sachs e da Comissão Trilateral. Veja que interessante. Segundo o mencionado e benvindo editorial deste jornal que publica para você a verdade que você não verá publicada em lugar nenhum, a não ser nesse e outros Blogs Sociais, "Mario Graghi, atual presidente do Banco Central Europeu, foi vice-presidente para a Europa do Goldman Sachs, de 2002 a 2006. Mario Monti, atual primeiro-ministro da Itália, foi conselheiro do Goldman Sachs e diretor europeu da Comissão Trilateral, um lobby neoliberal fundado por Rokefeller". Os leitores do Blog Perspectiva Crítica já tiveram informações e fontes de leitura indicadas sobre a Comissão Trilateral (ver artigo "bibliografia e cinematografia do Blog"). E mais, segundo o mesmo editorial "Papademos, atualprimeiro-ministro da Grécia, é também membro da Comissão Trilateral desde 1998 e foi presidente  do Banco Central Europeu  de 2002 a 2010. Eles são um time que atua de maneira articulada".

Informações únicas e exclusivas. Informações que você nunca verá  publicadas na grande mídia brasileira que reforça esses acontecimentos no exterior e não são autônomos e/ou não enfocam a realidade dos fatos segundo o interesse do cidadão, indivíduo, seja estrangeiro seja brasileiro. Mas nós do Perspectiva Crítica fazemos isso para você.

O que você vai ler no Editorial que copiei integralmente e transcrevo abaixo é a confirmação de que o que dizemos para você é a mais pura verdade. É a confirmação de que bancos articulam-se para impor suas perspectiva de organização social, que bancos usam a verba pública para socializar prejuízos de investimentos arriscados que fazem e que fazem de tudo para se apropriar da riqueza que estiver a seu alcance, sem qualquer pena ou consciência social. É a confirmação de que a Comissão Trilateral existe (muitos duvidam..) e de que pessoas e empresas no mundo têm este Fórum próprio para discutir e implementar políticas internacionais que favoreçam o enriquecimento do eixo Europa-EUA-Japão (daí Comissão "Trilateral") em detrimento ao desenvolvimento e enriquecimento das outras partes do mundo.

Argumentos de defesa de direitos humanos e direito e defesa ambiental são deturpados por estes organismos para instituir fina política de impedimento de desenvolvimento de países emergentes (estão com muita dificuldade aí) e de países pobres e se não conseguirem impedir o desenvolvimento, entrarem em suas econommias e dominá-las para que a riqueza de cada país transforme-se em mais riqueza para o eixo trilateral. A sugestão de acordos de livre comércio regionais ALCA, NAFTA e Mercado Comum Europeu (agora União Européia), têm este objetivo. Com regras de acesso livre a mercados regionais, as empresas dos países ricos que são mais fortes compram e dizimam as empresas nacionais, apoderando-se da economia local. O Mercosul é uma reação a este movimento, criando oportunidade de crescimento econômico e respeito às políticas nacionais dos países envolvidos para desenvolvimento econômico e autônomo de cada país integrante, sem subordinação política-comercial-econômica.

O mundo é muito diferente do que publicam, meus caros amigos. E nós não sabemos de nada o que realmente ocorre. Sabendo disso, você já está muito à frente de qualquer cidadão que llê jornal e acha que está ciente do que ocorre em sociedade e no mundo.

Quanto mais curiosos e céticos houver em nossa sociedade, masi chance o Brasil tem na defesa de seus interesses nacionais e os cidadãos brasileiros têm na defesa de seus interesses pessoais e familiares em sociedade. O mais novo movimento das empresas avançando sobre os cidadãos hoje são: (a) defesa de diminuição de carga tributária (que nunca redunda em queda de preços como preconizado, mas "recomposição" de margens de lucros e apropriação do valor de tributo renunciado), (b) diminuição de valores pagos à previdência social (com fins a aumentar lucros e criar quebra do sistema público de previdência para obter sua futura privatização), (c) parcerias público-privadas na prestação de serviços públicos essenciais em especial em educação e saúde (assim avançam sobre estes gastos públicos, apropriando-se deles e assenhoreando-se da estrutura  de prestação de serviço público de saúde e educação, apropriando-se das verbas públicas, dos cargos públicos de professores e médicos, burlando o princípio do concurso público para preenchimento de vagas de professores e médicos e fugindo à fiscalização do Ministério Público e Tribunal de Contas de valores pagos a professores e médicos), (d) defesa de revisão de leis e direitos trabalhistas e previdenciários (com objetivo de aumentar lucros e diminuir despesas empresarias exclusivamente), assim como (e) trabalhar arduamente na formulação de leis nacionais e internacionais para facilitar a participação empresarial na estrutura estatal, diminuir carga tributária, facilitar comérico e negócios através de desregulamentação de mercados e diminuição de fiscalização (que geraram pro exemplo a liberdade total de bancos para negociar sub-primes imobiliários que geraram a crise financeira mundial de 2008). A apropriação e negociação de bens naturias também estão em mira.

Assim, para que você veja que não é bricadeira... transcrevemos o editorial de Silvio Caccia Bava abaixo, com a tranquilidade de que com certeza ele próprio entenderá como um agradecimento à luz que ele traz a nossos cidadãos brasieliros e que temos de ajudar a refeleitr em nossa sociedade.

"A ditadura dos bancos de investimentos 

por Silvio Caccia Bava - Editorial do Le Monde Diplomatique acessível em http://www.diplomatique.org.br/editorial.php?edicao=62

Para além das crises alimentar, energética, climática e financeira, as discussões mais aprofundadas no âmbito do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial (FSM) identificam três crises, uma embutida na outra: a crise do neoliberalismo, fase atual da globalização financeirizada do capitalismo; a crise do próprio sistema capitalista; e a crise da civilização ocidental, que precisa repensar seus valores e a relação entre a espécie humana e a natureza.


As desigualdades sociais, o desemprego e a precarização do trabalho reduziram a capacidade de consumo popular, levando a uma situação de “superprodução”. O endividamento encontrou seus limites, ultrapassou a capacidade de pagamento das famílias e comprometeu as instituições financeiras. Estas foram socorridas pelos governos, com dinheiro público. Com isso, os governos se endividaram para atender aos bancos privados, gerando dívidas públicas também impagáveis. Agora, os planos de ajuste impostos aos governos nacionais que não conseguem mais pagar suas dívidas aprofundam a crise e obrigam a população a perder direitos para pagar a conta.

Entre as saídas possíveis, a mais provável é o fortalecimento da ditadura financeira sob novas roupagens, com a inclusão da natureza como commodity nos circuitos financeiros. As outras duas identificadas pelo FSM são a rearticulação do capitalismo com base em uma nova forma de regulação pública e uma modernização social com redistribuição de renda; ou uma ruptura que abra caminho para a superação do capitalismo.

Abre-se um novo ciclo de lutas sociais que clamam por justiça social, pelo enfrentamento das desigualdades, a erradicação da miséria, o fim da corrupção. Isso requer a construção de novos sistemas democráticos, que garantam as liberdades individuais e coletivas, assim como a dignidade de cada indivíduo. Não se trata de uma mudança em relação ao político, mas um processo de redefinição do que é o político. A resistência dos povos, nas praças e nas ruas, desafia o sistema democrático e aprofunda a crise do neoliberalismo.

Uma ofensiva está em marcha para eliminar toda referência aos direitos fundamentais que venham a se opor à voracidade dos grandes bancos de investimento. Estes já submetem as Nações Unidas e mesmo organismos multilaterais como o FMI, a Comissão Europeia (CE) e o Banco Central Europeu (BCE) à sua lógica e visam submeter o direito internacional ao direito empresarial.

Podemos reconhecer no currículo dos principais dirigentes europeus sua passagem pelo Goldman Sachs, um dos mais agressivos e importantes bancos de investimento, e pelo núcleo ideológico do neoliberalismo. Mario Draghi, atual presidente do Banco Central Europeu, foi vice-presidente para a Europa do Goldman Sachs, de 2002 a 2006. Mario Monti, atual primeiro-ministro da Itália, foi conselheiro do Goldman Sachs e diretor europeu da Comissão Trilateral, um lobby neoliberal fundado por Rockfeller. Papademos, atual primeiro-ministro da Grécia, é também membro da Comissão Trilateral desde 1998 e foi vice-presidente do Banco Central Europeu de 2002 a 2010. Eles são um time que atua de maneira articulada. Não importam as consequências sociais de suas políticas; elas operam submetendo governos nacionais aos seus interesses, impondo uma ditadura financeira e expandindo seu campo de operações para a mercantilização da natureza, transformando recursos naturais em commodities.

Mesmo agora, com a situação-limite da Grécia, à beira de convulsões sociais, a Troika (FMI, BCE e CE) impõe cortes ainda mais rigorosos nas políticas sociais como condição para liberar uma nova parcela do empréstimo do Banco Central Europeu, que com isso irá pagar aos próprios bancos os juros dos empréstimos anteriores.

Esses bancos, nesta segunda fase da crise que se abre em 2007, ao se aproveitarem das altas taxas de juros impostas a governos como os da Grécia, Espanha e Itália, compraram títulos da dívida pública desses países e ficaram expostos a um eventual calote dos governos. Daí que lutam com unhas e dentes para receber o que emprestaram e os ganhos embutidos nas operações. Uma inadimplência cada vez mais possível leva esses bancos a uma situação crítica, podendo chegar à insolvência. Atualmente, todos os esforços estão sendo feitos para que os riscos dessas operações sejam absorvidos pelos governos, ou mesmo pelo BCE, que continuam transferindo recursos públicos para a capitalização dos grandes bancos, considerados grandes demais para quebrar.

Para enfrentar esses gigantes do mercado financeiro, existem propostas concretas: acabar com o mercado de derivativos (papéis que especulam com a oscilação dos preços), pôr fim aos paraísos fiscais e jurídicos, separar bancos comerciais de bancos de investimento, criar um imposto sobre as transações financeiras, ou mesmo estatizar o setor financeiro privado.

É evidente que as forças dominantes não vão renunciar sem enfrentamentos a seus gigantescos privilégios. As propostas estão na mesa, mas ao que parece ainda teremos novas crises até que se criem as condições sociais e políticas para que se enfrente a ditadura dos grandes bancos.

Silvio Caccia Bava "

É senhores e senhoras. Esse avanço do privado sob o público está indo muito bem (ou melhor dizer muito mal) em São Paulo e agora no Rio de Janeiro de Eduardo Paes. Organizações Sociais prestam serviços médicos e de educação e há avanço sobre a segurança pública com terceirização do serviço de organização de trânsito e poder de lavrar multas de trânsito em São Paulo. Já se debate a terceirização da arrecadaçaõ de tributos. E, claro, as desonerações tributárias prejudicando o INSS já foram publicadas como algo ótimo e fantástico, seguido de editorial do Globo dizendo que "agora faltam as reformas na vetusta legilslação trabalhista" e a reforma tributária foi aprovada no Senado com curto e eficiente parágrado EXTINGUINDO O IMPOSTO SOBRE GRANDES FORTUNAS.

Enquanto a população lê a grande mídia, enquanto vê a novela Avenida Brasil, e curte o que não altera sua vida, empresas e pessoas influentes no Brasil e no mundo trabalham dia-e-noite para empobrecê-la e empobrecer sua família. O único antídoto é acesso a este tipo de informação publicada aqui e no Le Monde Diplomatique.

Parabéns mais uma vez ao jornalista Silvio Caccia Bava. Parabéns a você leitor e pesquisador social econômico do Blog Perspectiva Crítica. Nós estamos fazendo algo contra a aproriação de nossas vidas, das garantias de nossas famílias e do futuro do nosso País.


 

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Análise sobre o resultado das eleições para Prefeito do RJ 2012 - Vitória do Utilitarismo sobre o Idealismo

Eduardo Paes ganhou em primeiro turno com 60% dos votos. Marcelo Freixo ficou com pouco mais de 12% dos votos, com 400 mil. Os demais candidatoas ficaram com pouco expressiva votação.

Senhores, a minha análise é a seguinte. Do ponto de vista eleitoral, o crescimeno do Marcelo Freixo não foi grande mas foi muito bom, pois sem apoio de mídia, sem máquina do Estado, sem nenhuma realização concreta (já que nunca preencheu cargo do executivo - mas relizou a CPI das milícias), sem tempo de televisão, conseguiu manter a intenção de voto inicial e crescer na campanha. Chegou a ter 9% de intenção de voto e terminou com 12%.

Não houve segundo turno muito por causa da falta de crescimento da intenção de voto em Aspásia, Otávio Leite e Rodrigo Maia. Se eles tivessem conseguido entusiasmar seus eleitores e parte dos eleitores de Eduardo Paes, um aumento de 7 pontos percentuais em cada um geraria segundo turno. Mas não foi o que ocorreu.

Politicamente há bônus e ônus. Como bônus enuncio que Eudardo Paes não é, nem de longe, bobo, portanto, assim como o fez no governo atual, ele analisará a proposta dos opositores e tentará satisfazê-las no próximo governo, esvaziando os argumentos de oposição para próximo pleito. O mesmo que Lula fez quanto a política econômica, por exemplo. Mas sob a perspectiva da população isso seria bom. Seria bom.. se não soubéssemos que o Governo de Eduardo Paes foi uma opção utilitarista do povo e assim ele se comportará, a princípio, de forma utilitária. Isso significa que deveremos ter atenção ao que estará sendo feito para que não somente se satisfaça necessidades da população pelo aspecto formal das ações políticas, mas para que garantamos que as ações de governo resolverão realmente, materialmente os problemas da cidade.

Por outro lado, o ônus é não se mudar tudo de errado que está ocorrendo. O governo de Eduardo Paes se apresenta como realizador: constrói, cria BRT e BRS e contrata professores e médicos.

Mas quando constrói não tem foco em diminuir especulção imobiliária, o que seria possível se todas as contruções prevessem, além de acesso a transporte público, a contrução de centros comerciais e de lazer perto das moradias e espaço para criação, portanto, de emprego para tentar descentralizar a criação de empregos na cidade do Rio de Janeiro, assim como o acesso a lazer e comérico. Isso aumenta o valor das áreas em que essa estrutura existe, como na Zona Sul, por exemplo. Mas se no Plano Diretor, que será objeto de discussão na Câmara dos Vereadores nesses 4 anos, não prestigiar esta forma de ver a cidade, descentralizando acesso a parques, lazer, cinemas, centros comerciais, shoppings, escola pública, postos de saúde, aos meios de transportes públicos (essas previsões são obrigatórias em construções de imóveis na Espanha, Holanda e Alemnha, segundo um artigo sobre o tema no Le Monde Diplomatique - é o planejamento do crescimento da cidade e da ocupação de espaço urbano), você não cria ambientes que concorram com os outros espaços da cidade que já têm tudo isso e você facilita a especulação imobiliária. Então, parece que o povo, infelizmente, votou na continuidade da especulação imobiliária, mesmo que inconscientemente. Espero que Eduardo Paes mostre que minha avaliação está errada.

A construção de BRTs e BRSs não é ruim, a princípio. Mas sob a liderança de Paes o Rio de Janeiro perde a oportunidade de desenvolver projetos de metrô de superfície, como existe na Holanda e Alemanha, o que leva dúzias e dúzias de vezes mais cidadãos do que ônibus. Sendo assim, o povo votou em manter perda de pistas de rolamento para ônibus ao invés de metrô de superfície, não contribuindo mais eficientemente para o esvaziamneto das ruas, para a tranquilidade e muito maior pontualidade de tranporte sobre trilhos, privilegiando o trasnporte coletivo de ônibus sobre o transporte comprovadamente melhor sobre trilhos, que é a opção de Moscou, Roma, Paris, Londres e Nova York. Ficamos com a opção da Índia e de países pobres, prejudicando a qualidade de vida, principalmente, dos cidadãos que vivem no subúrbio e que acham (tadinhos) que estão muito bem com as opções de BRT simplesmente, as quais melhoraram o que existia, realmente.

Por fim, as contratações em saúde e educação ocorreram, mas houve intenso e amplo avanço de ONGs e Organizações Sociais nestas áreas e, portanto, com Eduardo Paes, optou-se por continuar não se valorizando as carreiras públicas de médicos e professores municipais. Continuarão as contratações de médicos e professores por contratos administrativos de prestação de serviços com essas entidades do chamado terceiro setor, que gera diferença salarial com a estrutura pública (paga-se mais aos privados e menos aos servidores públicos), desestimula os professores e médicos públicos e ainda frustra a fiscalização das verbas públicas e do princípio do concurso público, pois estas organizações têm fiscalizado somente o dinheiro que recebem do Estado em relação à prestação do serviço contratado, mas não há limite para a remuneração do profissional que presta o serviço, o qual é contratado segundo o interesse das organizações sociais. Mas tudo é pago com verbas públicas. Então você tem o Estado pagando os médico e professores de Organizações sociais, mas sem limite de teto, como há na Administração Pública, e sem respeitar o princípio de concurso público, criando feudos de influência e privilégio de escolha de pessoas para prestarem esses serviços pagos com dinheiro público.

Essas Organizações Sociais, inclusive, como já foram identificadas como sucessoras do Estado em suas áreas, ao invés de meras complementadoras do serviço público prestado diretamente pelo Estado através de servidores públicos, já são alvo de estruturação e criação por grandes empresas e inclusive empresas de mídia, havendo hoje em curso uma organização empresarial para aproriação das verbas públicas destinadas à educação e saúde, alijando a população do concurso públicos para as vagas de professores e médicos públicos e assenhorando-se das verbas públicas destinadas a estas áreas, gerando caixa para futuras campanhas eleitorais que possam manter e crescer essa invasão da iniciativa privada sobre a prestação de serviços públicos permanentes. A segurança também está sendo privatizada nestes mesmos termos pelos meninos de jaleco azul... tudo como já está ocorrendo em São Paulo...

Portanto, estas foram as traduções da escolha do povo do Rio de Janeiro, ao meu ver, infelizmente. Claro que não foi com base nisso que o povo o elegeu. O povo viu que ele fez benfeitorias no subúrbio, investiu em recapeamento (operação de qualidade duvidosa), viram a criação de clínicas da família, viram que melhorou o transporte de ônibus parcialmente e outras coisas mais, mas a atuação do Paes, a meu ver, é utilitarista e mais formal, não resolvendo pelos princípios corretos e de forma material e definitiva os problemas da cidade. O povo fez opção utilitarista e terá um político que segue esta filosofia. O idealismo ficou para outra vez.

Mas a continuidade de parceria com os Governos Estaduaius e Federal podem render frutos. Espero. Infelizmente depois de mais de 4 anos com esta bandeira na área estadual e depois de quatro anos na área municipal, o anel rodoviário prometido pelo governo federal não está concluído e assim outras várias promessas de melhorias que viriam com esta parceria. Mas realmente o Rio de Janeiro obteve atenção do governo federal que não via há tempos e tempos, havendo investimento (apesar de com eficiência questionável) em metrô e construções populares.

Vamos ver o que nos aguarda no futuro. E espero (e tenho certeza de que não me surpreenderei) a continuidade da atuação combativa de Freixo denunciando os equívocos do governo e a apropriação da coisa pública.

Que um dia o idealismo vença. Mas enquanto não ocupar cadeiras de cargos políticos majoritários, que ocupe as plenárias legislativas para manter a mínima fiscalização do Estado-Adminstração e tentar impedir o alijamento da população da realidade dos interesses por trás dos feitos políticos assim como impedir o alijamento da população de ocupar cargos públicos e de participar concretamente da prestação de serviço público e do desenho da atividade do Estado. Isto está com a semente lançada, através de contratação indiscriminada de Organizações Sociais para prestarem serviço público diretamente à população. Hoje é a educaçõ e saúde... amanhã será segurança e fiscalização. Ao povo sobrará alijamento da estrutura pública e migalhas remuneratórias, principalmente com o ocaso do Estado como fornecedor de cargos públicos que competem pela mão-de-obra brasileira com a área privada e, assim, obrigam a área privada a valorizar seus contratados nos dias atuais.

Este movimento de apropriação dos espações públicos por Organizações é identificada por mim como o movimento de "romanização da administração pública brasileira". Mas sobre isto tratarei em outro artigo.

Bom futuro a todos nós.

p.s.: texto revisado e ampliado



sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Le Monde Diplomatique de Setembro de 2012!! Compre!!

Pessoal, muito importante a edição do Le Monde Diplomatique de Setembro de 2012, ano 06/número 62. Compre antes que saia de circulação. Se tiver saído, peça por site ou a seu jornaleiro.

Se o Blog fosse um jornal, ele seria o Le Monde Diplomatique. Eu nunca poderia imaginar que um jornal sério, de conteúdo mais científico do que jornalístico e abordando temas do cotidiano, especialmente pinçados dentre os verdadeiros temas importantes para a qualidade de vida da população brasileira, se transformasse em algo real e acessível. Mas isto aconteceu e esse Jornal se chama Le Monde Diplomatique Brasil.

Eu já havia visto que os temas aboraddos eram importantes, em regra, por este preriódico mensal. Eu já havia notado que a abordagem era crítica e mais profunda e científica. E já´havia elencado como fonte permanente do BLOG, mas esta edição de setembro mostra a que veio (ou confirma) esta mídia.

A abordagem sobre o risco que as desonerações tributárias estão causadno ao equilíbrio da PrevidÊncia Social dos brasileiros, ou seja (deixem-me trocar em miúdos), o risco trazido a milhões de aposentadorias de todos os brasileiros nos próximos 20 anos, é uma benção!! Isto porque somente eu havia publicado artigo neste sentido neste nosso Blog. Eu não havia esbarrado com nenhuma publicação da grande mídia ou de sites e blogs sociais neste sentido.

Fico muito feliz de poder constatar que minhas análises contam com corroboração de altos funcionários públicos da Receira Federal, como Álvaro Sólon de França, presidente da Associação nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip) e de acadêmicos como Eduardo Fagnani, professor do Instituto de Economia da Unicamp, ambos membros do núcleo Plataforma Política Social - Agenda para o Brasil do Século XXI.

Suas idéias estão expostas  nos dois artigos de fls. 04 e 05 da edição de setembro do Le Monde Diplomatique, cujos títulos são "Ameaça à seguridade Social - Estima-se que as desonerações já concedidas em 2012 implicarão redução de R$7 bilhões da receita previdenciária. As consequências políticas são evidentes: em breve, as forças do mercado voltarão com o mantra apocalíptico de que "sem uma nova reforma da Previdência, o país será ingovernável" (Por Eduardo Fagnani) e "Os trabalhadores subsidiam a indústria - As metas do mercado nem sempre são as mesmas da sociedade. As regras que regem a adminstração de uma grande indústria - voltadas para a redução máxima das despesas e o aumento expoinencial do lucro - não podem ser aplicadas na gestão da Seguridade Social. Aqui, muito mais do que valores, tratamos de vidas" (por Álvaro Sólon de França).

A leitura do perídódico mencionado irá corroborar a você o cerne principiológico e, mais, praticamente 100% de toda a nossa sustentação sobre a penetração dos bancos na formulação de política econômica e retirada de perspectiva humana (e o que se refere à melhora de vida do cidadão) na política, reflexos negativos da desoneração tributária da produção essencialmente sobre receitas previdenciárias, uso do juros selic (sempre seu aumento a qualque fato e argumento) e justificativa de juros bancários altos como forma de prejudicar o cidadão e o consumidor e manter uma realidade de mercado (assim percebida pela população e criada e alimentada pela mídia) que sempre favoreça financeiramente bancos e instituições financeiras em detrimento da população, do consumidor e do país (via aumento ou administração de aumento de dívida pública) e tudo o mais que em centenas de artigos já defendemos no Blog.

Faço um resumo dos títuloe e subtítulos da edição de setembro par que voc^}e tenha idéia de que os temas que abordo e a forma como abordo não estão desacompanhados de pessoas de alto nível e de jornalismo científico sério:

Editorial - pg. 03 - "A ditatdura dos bancos de investimentos" por Silvio Caccia Bava

Pág. 04 - "Ameaça à seguridade Social - Estima-se que as desonerações já concedidas em 2012 implicarão redução de R$7 bilhões da receita previdenciária. As consequências políticas são evidentes: em breve, as forças do mercado voltarão com o mantra apocalíptico de que "sem uma nova reforma da Previdência, o país será ingovernável" por Eduardo Fagnani.

Pág 05 - "Os trabalhadores subsidiam a indústria - As metas do mercado nem sempre são as mesmas da sociedade. As regras que regem a adminstração de uma grande indústria - voltadas para a redução máxima das despesas e o aumento expoinencial do lucro - não podem ser aplicadas na gestão da Seguridade Social. Aqui, muito mais do que valores, tratamos de vidas" por Álvaro Sólon de França.

Pág. 06 - "Dilma e o desenvolvimento - O ponto estratégico a ser considerado é que , para dizer de modo direto e sintético, a experiência internacional e nacional revela que "alívios" fiscais e tributários não necessariamente estimulam de forma efetiva a ampliação dos investimentos" por José Carlos Braga, professor titular do Instituto de Economia da Unicamp.

Pág. 07 - "Tirar o pé do freio - É fundamental estimular o consumo e o investimento, mas mais importante é remover o potente conjunto de freios ao crescimento que o governo ainda mantém por medo do fantasma da inflação. São eles: taxa Selic, juros bancários e carga tributária sobre o consumo, cujos índices estão entre os mais altos do mundo e cuja liquidez é uma das mais baixas" por Amir Khair, mestre em finanças públicas pela FGV.

Pág. 08 - "A elite dirigente dos negócios - Demissões em massa para uns, remunerações estratosféricas para outros (refere-se à área privada, ok? nota do blogger): duplamente lucrativa para seus defensores, a globalização justifica ao mesmo tempo a concorrência que comprime os salários e os privilégios desfrutados por um jet-set apresentadfo como supranacional. Porém, um estudo minucioso mostrra que as bases dessa elite permanecem nacionais." por Michael Hartmann, sociólogo da universidade de Darmstadt.

Estes são os artigos que destaco desta edição fantástica cujo título de manchete é "Ameaça às Aposentadorias". A leitura deste períódico te colocarão a par de fatos reais, não divulgados pela mídia, com a mesma leitura deste Blog, com grande profundidade científica, com foco no que realmente afeta a sua vida como cidadão brasileiro, desmascarando as perspectivas de publicação dominante na grande mídia que escondem sua intenção de empobrecer o cidadão e de enriquecer um pequeno grupo de brasilerios e estrangeiros.

A publicação é apenas mensal. Leia e tenha acesso ao mundo real. entenda a manipulação de fatos pela mídia. Entenda os fatos pela ótica de quem se preocupa com a distribuição de riqueza entre empresas, bancos, indústrias e também os cidadãos trabalhadores. Saia da condição de ovelha e entre para o grupo dos que influenciam a evolução dos fatos sociais a bem da sociedade, a bem das famílias brasileiras, a bem da sua família.

Leia Le Monde Diplomatique.

Análise do Debate de candidatos à Prefeitura do RJ 2012 realizado pela GLOBO

Na minha forma de ver, o debate realizado pela Rede Globo foi ótimo, informativo e organizado. Mas manteve-se o quadro de fatos enunciados por este BLOG para o primeiro debate ocorrido na BAND e cujas conclusões estão acessíveis no endereço: http://www.perspectivacritica.com.br/2012/08/analise-do-debate-de-candidatos.html

Houve o reforço do mesmo debate, com alguns pequenos aditivos que reforçaram as conclusões da análise do debate ocorrido na BAND. Um exemplo foi a informação do Rodrigo Maia de que denúncia sua à Justiça Eleitoral retirou de propagandas de empresas de ônibus menção a site das empresas que ao ser acessado mostrava primeiramente e antes de qualquer coisa uma foto do candidato à re-eleição a Prefeito, ou seja, Eduardo Paes. Não preciso tecer muitos comentários sobre isso não é mesmo.

Ficou evidente que a opção de transporte público de Eduardo Paes é por meio rodoviário, em especial ônibus. Houve finalmente o debate, apesar de em pequena escala, do problema da educação inclusiva, com denúnica de Freixo de que mais de 100 classes especiais foram fechadas à revelia dos pais de crianças com deficiência que estavam nestas classes, durante o goverbno de Eduardo Paes; e q1ue sua inclusão automática gera exclusão da criança com deficiência, devendo ser implantado um sistema de inclusão não automática, mas individual, com avaliação criança a criança, com oitiva real dos pais e com preparação dos professores para educá-las e recebê-las nas turmas regulares, quando isso fosse possível, aconselhável e o melhor para a criança. Isso foi bom. Infelizmente pelo tempo curto, não foi dito desta forma que especifico em miúdos consoante conversas que tive pessoalmente com Marcelo Freixo, junto das outras componentes do Movimento MIL, sobre o tema. Neste tema, Otávio Leite e Freixo são os melhores, com certeza.

Aspásia deixou claro que estava ali para pontuar a necessidade de debate social sobre desenvolvimento de economia sustentável com maior foco em indústria da informação e produção artística. Aspásia também tentou entusiasmar os jovens, chamando-os à participação eleitoral. Gostei tambvém de ela ter dito que obras de Copa e Olimpíadas são importantes, mas que se não houver ´política para desenvolver recusros humanos, atletas e não se criar meios de garantir acesso aos jovens a todos estes bens, de nada adiantará a construção de todo o aparato desportivo. Ainda disse que o governo atual foca muito em obras e pouco em pessoas. Pediu ainda que se vote com o coração no primeiro turno. Rodrigo Maia manteve sua postura que já foi objeto de análise como indicado acima, na época do debate da BAND, ou seja, foco no servidor, idosos e comunidades. Otávio também foi bem e no mesmo sentido e foco que foi objeto de análise anterior, por ocasião do Debate na Band.

A grande novidade mesmo é o fato de que somente Marcelo Freixo tem chance de ir a segundo turno e ele insistiu tudo o que pôde para que isso fosse garantido pelo cidadão carioca, pois quem ganha é o debvate democrático, já que o poder cooptativo do atual Prefeito em relação a quase duas dezenas de partidos, assim como o poder econômico por trás de Eduardo Paes fica anulado pela obrigatoriedade de divisão de tempo de televisão entre os dois candidatos.

Eu apóio totalmente o segundo turno e peço para que os eleitores de todos os candidatos que não têm chance, e até mesmo os eleitores mais esclarecidos do Eduardo Paes votem em Freixo para garantir o segundo turno. Não só para melhorar a qualidade do debate eleitoral neste escrutínio, mas para até mesmo pressionar o Eduardo Paes a, caso seja eleito, dar atenção às propostas e denúnicas de Freixo, com vistas a melhorar a qualidade de vida do cidadão carioca.

Muito do que Eduardo Paes fez foi por conta do grande risco que correu de perder a Prefeitura para o Gabeira. E aí? Com esse risco o que ocorreu? A atenção ao meio ambiente aumentou e Eduardo Paes acabaou com Gramaxo e ainda investiu no subúrbio e nos transportes. Três grandes temas de Gabeira. Temos de garantir segundo turno para pressionar o Prefeito a dar atenção aos problemas apontados por Freixo, caso Eduardo Paes seja eleito!!!

Isto é o que a crítica política, na ótica do cidadão, exige e aponta como sendo o melhor, sob a perspectiva do Blog.

O BLOG Perspectiva Crítica apóia Marcelo Freixo (50) para Prefeito e Eliomar Coelho (50.000) para Vereador.

Outros Vereadores de nível são Andrea Gouvea do PSDB, Paulo Pinheiro (50111) do PSOL, Carlos Caiado do PMDB, Vinícius (13013) do PT e Reimont do PT. Thereza Berger do PSDB também é interessante.

 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Interessante capítulo da bolha imobiliária no RJ - Jornal da Globo de 03/10 - Publicidade de oportunidades de compra de imóveis

Muito interessante o Jornal da Globo de quarta para quinta de 03/10/2012 para 04/10/2012, dia em que o jogo do Brasil e Argentina não aconteceu.

Vocês viram um representante do ramo imobiliário informando que "os valores alcançaram patamares irreais" no Rio de Janeiro? E disse que "entretanto agora já está estabilizando e havendo melhores oportunidades"?

Senhores, isso é mais um elemento forte de que imóveis residenciais não podem estar vendendo como deveriam. Fiquem certos disso. Reunirei as informações neste artigo em uma visão retrospectiva para mostrar que mais correção de valores devem estar em curso.

No útlimo semestre de 2011, a Gafisa apontou prejuízo de 1,094 bilhão de reais com falta de vendas, atrasos de pagamentos e retomada de 70% de imóveis residenciais da classe média baixa e 30% da classe média alta por falta de pagamento. No primeiro semestre de 2012 é publicado na Revista Exame, senão me engano, capa com fundo preto, 50 páginas sobre o mercado imobiliário. Com aspecto e roupagem de artigo informativo, mas com viés favorável ao mercado de imóveis, indicando que, na minha leitura sobre o artigo, investir e imóveis continuava a ser bom negócio (com o que não concordo, deixo claro). Em abril de 2012 houve publicação no Wall Street Journal dizendo que imóveis no Brasil estavam sobrevalorizados em 50%. Em seguida temos queda de preços de construtoras de imóveis residenciais nas bolsas ainda no fim do segundo semestre de 2012. Todas as construtoras, bom que se diga. Depois temos no domingo passado, 30/09/2012, um grupo grande de informações em mais de um caderno do Jornal O Globo sobre mercado imobiliário. Dentre estas informações, temos a de que 49% dos lançamentos imobiliários residenciais ocorreriam no último trimestre de 2012 (o correto seria que 25% dos lançamentos ocorressem no último semestre).  E agora, ontem, temos esta abordagem do tema indicando e confirmando que representantes de construtores acham que os preços estão muito altos e que o mercado "estabilizou" e vai apresentar "oportunidades" (se eles concordam hoje com isso que dizemos há tempos, é porque o preço já chegou no ápice há algum bom tempo).

Senhores, já houve uma queda de preço de imóveis durante o primeiro semestre de 2012, via liquidações e promoções. As quedas chegaram a 25% e 30%, nestes casos. Mas lançamentos imobiliários ainda estão sendo apresentados em valores altos. Um grande colaborador nosso, Felipe Conti, chegou a comentar que não via a queda realizada em 25% e 30%. Informei que não era generalizado ainda, mas que ocorria. E que os preços nunca chegariam ao que ocorreu nos EUA, claro.

O mercado também acenava com menos construções residenciais e focava mais em imóveis para serem alugados (um quarto, loft, no máximo dois quartos - de metragem pequena) e comerciais, tentando contornar o problema de encalhe de estoque de imóveis residenciais; o qual realmente existe, já foi noticiado no primeiro semestre de 2012 e tem grande motivo no endividamento das famílias brasileiras.

Para mim, este contexto todo está indicando, posso estar errado (mas não creio), novo momento de queda e acomodação de preços de imóveis residenciais, em um segundo momento de esvaziamento da bolha imobiliária brasileira.

Agora, vejam, estes dados todos juntos estão me dando a impressão de que as construtoras estão investindo na publicidade de uma "oportunidade" de compra, que hoje ainda não existe. Tem que baixar para isto ocorrer. O momento é de venda pois está caro pra caramba! Ninguém em seus respectivos bairros vê possibilidades de vender e comprar no mesmo bairro. O patrimônio imóvel está muito valorizado e isto não indica oportunidade de compra, por definição. Isso indica oportunidade de venda! E foi o que uma senhora estava anunciando no Jornal da Globo, ou seja, comprou mansão por 3 milhões e queria vender por seis milhões. Ela está certa. Vender nesse momento é interessante. Então, comprar não é. É simples assim.

Outra coisa... artigo de 50 páginas na Revista Exame sobre mesmo tema? Isso, senhores, é publicidade. Isto não é artigo. Isso é matéria paga!! As matérias de domingo passado e de ontem também me parecem assessoria de imprensa para construtoras de imóveis residenciais. Para mim, configura-se a não venda de imóveis residenciais, e estamos vendo a pressão publicitária para estimular compra de imóveis, ou seja... aproxima-se nova correção de valores de imóveis. Isso estaria de acordo com nossa previsão de ajustes até ao menos junho de 2013.

É o que acho.

p.s.: texto revisto e ampliado

terça-feira, 2 de outubro de 2012

45.186 acessos em 27 meses! Proposta de profissionalização do Blog!

É.. nos aproximando dos primeiros 50 mil acessos!!! Dedico a vocês seguidores, amigos e leitores o crescimento do acesso e a manutenção e constância dos acessos e desta evolução numérica de acessos.

Tive uma proposta de profissionalização do Blog! já estou com o domínio www.perspectivacritica.com.br e você já pode acessar o Blog por este endereço eletrônico também. Com site eu teria mais liberdade para criar lista de Blogs de acesso do blogger, disponibilizar links e criar outros tipos de acessos e visualização das informações do Blog para facilitar suas pesquisas ou buscas no conteúdo do Blog.

Vamos ver como a coisa evolui... com mais recursos ou com menos recursos, nossa caminhada será longa,.. e cada vez em mais companhia!! Naturalmente mais em aumento numérico, pois em termos qualitativos os acréscimos de acesso só podem almejar manter o nível, porque vocês são demais!!! rsrsrsrs

Absssssssss


O Mercosul e o xadrez geopolítico das Américas

Pessoal, importantíssimo este texto escrito por Samuel Pinheiro Guimarães para a Carta Maior e reproduzido pela Revista "Idéias em Revista" do Sisejufe/RJ (Sindicato dos Servidores das Justiças Federais do Rio de Janeiro).

Samuel Pinheiro Guimarães  é Diplomata. Foi designado Alto-Representante Geral do Mercosul tendo como funções a articulação política, formulação de propostas e representação das posições comuns do bloco. Na função, Samuel Pinheiro coordenava a implementação das metas previstas no Plano de Ação para um Estatuto de Cidadania do Mercosul, aprovado em Foz do Iguaçu, em 16 de dezembro de 2010. Renunciou ao cargo, contudo em 28 de junho de 2012 (apresentação copiada integralmente da Revista Idéias em Revista, ano V, n.º 38, setembro e Outubro de 2012, fl. 19).

Este texto é incrível e você não pode deixar de ler. Pelo rigor de seu conteúdo e clareza de sua informação, passa de ser um texto a que você tem direito de ler e, na qualidade de cidadão e responsável por você, seus familiaree, amigos e pelo País, torna-se um dever sua leitura e a tradução do real embate político internacional que existe em torno da questão do golpe de Estado no Paraguai, inclusão da Venezuela no Mercosul e a consequência para o fortalecimento de um projeto de América Latina autônoma e enfraquecimento de pretensões norteamericanas sobre o território e mercado sulamericano. O texto é uma jóia rara a que você nunca terá acesso a não ser pela Carta Maior, site Sisejufe/RJ e, agora, pelo Blog Perspectiva Critica (dentre outros reprodutores da notícia através de sites e blogs autônomos), com muito orgulho.

Segue o texto abaixo reproduzido pela Revista Idéias em Revista, do Sisejufe/RJ, publicado originalmente no peíódico Carta Maior e acessível em http://ponto.outraspalavras.net/2012/07/19/paraguai-xadrez-geopolitico-das-americas/

"Processo para incorporação da Venezuela surpreendeu Washington e direita sul-americana e abre novas perspectivas para região. Por isso, será bombardeado pela mídia.


Por Samuel Pinheiro Guimarães, em Carta Maior


1. Não há como entender as peripécias da política sul-americana sem levar em conta a política dos Estados Unidos para a América do Sul. Os Estados Unidos ainda são o principal ator político na América do Sul e pela descrição de seus objetivos devemos começar.


2. Na América do Sul, o objetivo estratégico central dos Estados Unidos, que apesar do seu enfraquecimento continuam sendo a maior potência política, militar, econômica e cultural do mundo, é incorporar todos os países da região à sua economia. Esta incorporação econômica leva, necessariamente, a um alinhamento político dos países mais fracos com os Estados Unidos nas negociações e nas crises internacionais.


3. O instrumento tático norte-americano para atingir este objetivo consiste em promover a adoção legal pelos países da América do Sul de normas de liberalização a mais ampla do comércio, das finanças e investimentos, dos serviços e de “proteção” à propriedade intelectual através da negociação de acordos em nível regional e bilateral.


4. Este é um objetivo estratégico histórico e permanente. Uma de suas primeiras manifestações ocorreu em 1889 na I Conferência Internacional Americana, que se realizou em Washington, quando os EUA, já então a primeira potência industrial do mundo, propuseram a negociação de um acordo de livre comércio nas Américas e a adoção, por todos os países da região, de uma mesma moeda, o dólar.


5. Outros momentos desta estratégia foram o acordo de livre comércio EUA-Canadá; o NAFTA (Área de Livre Comércio da América do Norte, incluindo além do Canadá, o México); a proposta de criação de uma Área de Livre Comércio das Américas – ALCA e, finalmente, os acordos bilaterais com o Chile, Peru, Colômbia e com os países da América Central.


6. Neste contexto hemisférico, o principal objetivo norte-americano é incorporar o Brasil e a Argentina, que são as duas principais economias industriais da América do Sul, a este grande “conjunto” de áreas de livre comércio bilaterais, onde as regras relativas ao movimento de capitais, aos investimentos estrangeiros, aos serviços, às compras governamentais, à propriedade intelectual, à defesa comercial, às relações entre investidores estrangeiros e Estados seriam não somente as mesmas como permitiriam a plena liberdade de ação para as megaempresas multinacionais e reduziria ao mínimo a capacidade dos Estados nacionais para promover o desenvolvimento, ainda que capitalista, de suas sociedades e de proteger e desenvolver suas empresas (e capitais nacionais) e sua força de trabalho.


7. A existência do Mercosul, cuja premissa é a preferência em seus mercados às empresas (nacionais ou estrangeiras) instaladas nos territórios da Argentina, do Brasil, do Paraguai e do Uruguai em relação às empresas que se encontram fora desse território e que procura se expandir na tentativa de construir uma área econômica comum, é incompatível com objetivo norte-americano de liberalização geral do comércio de bens, de serviços, de capitais etc que beneficia as suas megaempresas, naturalmente muitíssimo mais poderosas do que as empresas sul-americanas.


8. De outro lado, um objetivo (político e econômico) vital para os Estados Unidos é assegurar o suprimento de energia para sua economia, pois importam 11 milhões de barris diários de petróleo sendo que 20% provêm do Golfo Pérsico, área de extraordinária instabilidade, turbulência e conflito.


9. As empresas americanas foram responsáveis pelo desenvolvimento do setor petrolífero na Venezuela a partir da década de 1920. De um lado, a Venezuela tradicionalmente fornecia petróleo aos Estados Unidos e, de outro lado, importava os equipamentos para a indústria de petróleo e os bens de consumo para sua população, inclusive alimentos.


10. Com a eleição de Hugo Chávez, em 1998, suas decisões de reorientar a política externa (econômica e política) da Venezuela em direção à América do Sul (i.e. principal, mas não exclusivamente ao Brasil), assim como de construir a infraestrutura e diversificar a economia agrícola e industrial do país viriam a romper a profunda dependência da Venezuela em relação aos Estados Unidos.


11. Esta decisão venezuelana, que atingiu frontalmente o objetivo estratégico da política exterior americana de garantir o acesso a fontes de energia, próximas e seguras, se tornou ainda mais importante no momento em que a Venezuela passou a ser o maior país do mundo em reservas de petróleo e em que a situação do Oriente Próximo é cada vez mais volátil.


12. Desde então desencadeou-se uma campanha mundial e regional de mídia contra o Presidente Chávez e a Venezuela, procurando demonizá-lo e caracterizá-lo como ditador, autoritário, inimigo da liberdade de imprensa, populista, demagogo etc. A Venezuela, segundo a mídia, não seria uma democracia e para isto criaram uma “teoria” segundo a qual ainda que um presidente tenha sido eleito democraticamente, ele, ao não “governar democraticamente”, seria um ditador e, portanto, poderia ser derrubado. Aliás, o golpe já havia sido tentado em 2002 e os primeiros lideres a reconhecer o “governo” que emergiu desse golpe na Venezuela foram George Walker Bush e José María Aznar.


13. À medida que o Presidente Chávez começou a diversificar suas exportações de petróleo, notadamente para a China, substituiu a Rússia no suprimento energético de Cuba e passou a apoiar governos progressistas eleitos democraticamente, como os da Bolívia e do Equador, empenhados em enfrentar as oligarquias da riqueza e do poder, os ataques redobraram orquestrados em toda a mídia da região (e do mundo).


14. Isto apesar de não haver dúvida sobre a legitimidade democrática do Presidente Chávez que, desde 1998, disputou doze eleições, que foram todas consideradas livres e legítimas por observadores internacionais, inclusive o Centro Carter, a ONU e a OEA.


15. Em 2001, a Venezuela apresentou, pela primeira vez, sua candidatura ao Mercosul. Em 2006, após o término das negociações técnicas, o Protocolo de adesão da Venezuela foi assinado pelos Presidentes Chávez, Lula, Kirchner, Tabaré e Nicanor Duarte, do Paraguai, membro do Partido Colorado. Começou então o processo de aprovação do ingresso da Venezuela pelos Congressos dos quatro países, sob cerrada campanha da imprensa conservadora, agora preocupada com o “futuro” do Mercosul que, sob a influência de Chávez, poderia, segundo ela, “prejudicar” as negociações internacionais do bloco etc. Aquela mesma imprensa que rotineiramente criticava o Mercosul e que advogava a celebração de acordos de livre comércio com os Estados Unidos, com a União Européia etc, se possível até de forma bilateral, e que considerava a existência do Mercosul um entrave à plena inserção dos países do bloco na economia mundial, passou a se preocupar com a “sobrevivência” do bloco.


16. Aprovado pelos Congressos da Argentina, do Brasil, do Uruguai e da Venezuela, o ingresso da Venezuela passou a depender da aprovação do Senado paraguaio, dominado pelos partidos conservadores representantes das oligarquias rurais e do “comércio informal”, que passou a exercer um poder de veto, influenciado em parte pela sua oposição permanente ao Presidente Fernando Lugo, contra quem tentou 23 processos de “impeachment” desde a sua posse em 2008.


17. O ingresso da Venezuela no Mercosul teria quatro consequências: dificultar a “remoção” do Presidente Chávez através de um golpe de Estado; impedir a eventual reincorporação da Venezuela e de seu enorme potencial econômico e energético à economia americana; fortalecer o Mercosul e torná-lo ainda mais atraente à adesão dos demais países da América do Sul; dificultar o projeto americano permanente de criação de uma área de livre comércio na América Latina, agora pela eventual “fusão” dos acordos bilaterais de comércio, de que o acordo da Aliança do Pacifico é um exemplo.


18. Assim, a recusa do Senado paraguaio em aprovar o ingresso da Venezuela no Mercosul tornou-se questão estratégica fundamental para a política norte americana na América do Sul.


19. Os líderes políticos do Partido Colorado, que esteve no poder no Paraguai durante sessenta anos, até a eleição de Lugo, e os do Partido Liberal, que participava do governo Lugo, certamente avaliaram que as sanções contra o Paraguai em decorrência do impedimento de Lugo, seriam principalmente políticas, e não econômicas, limitando-se a não poder o Paraguai participar de reuniões de Presidentes e de Ministros do bloco.


Feita esta avaliação, desfecharam o golpe. Primeiro, o Partido Liberal deixou o governo e aliou-se aos Colorados e à União Nacional dos Cidadãos Éticos – UNACE e aprovaram, a toque de caixa, em uma sessão, uma resolução que consagrou um rito super-sumário de “impeachment”.


Assim, ignoraram o Artigo 17 da Constituição paraguaia que determina que “no processo penal, ou em qualquer outro do qual possa derivar pena ou sanção, toda pessoa tem direito a dispor das cópias, meios e prazos indispensáveis para apresentação de sua defesa, e a poder oferecer, praticar, controlar e impugnar provas”, e o artigo 16 que afirma que o direito de defesa das pessoas é inviolável.


20. Em 2003, o processo de impedimento contra o Presidente Macchi, que não foi aprovado, levou cerca de 3 meses enquanto o processo contra Fernando Lugo foi iniciado e encerrado em cerca de 36 horas. O pedido de revisão de constitucionalidade apresentado pelo Presidente Lugo junto à Corte Suprema de Justiça do Paraguai sequer foi examinado, tendo sido rejeitado in limine.


21. O processo de impedimento do Presidente Fernando Lugo foi considerado golpe por todos os Estados da América do Sul e de acordo com o Compromisso Democrático do Mercosul o Paraguai foi suspenso da Unasur e do Mercosul, sem que os neogolpistas manifestassem qualquer consideração pelas gestões dos Chanceleres da UNASUR, que receberam, aliás, com arrogância.


22. Em consequência da suspensão paraguaia, foi possível e legal para os governos da Argentina, do Brasil e do Uruguai aprovarem o ingresso da Venezuela no Mercosul a partir de 31 de julho próximo. Acontecimento que nem os neogolpistas nem seus admiradores mais fervorosos – EUA, Espanha, Vaticano, Alemanha, os primeiros a reconhecer o governo ilegal de Franco – parecem ter previsto.



23. Diante desta evolução inesperada, toda a imprensa conservadora dos três países, e a do Paraguai, e os líderes e partidos conservadores da região, partiram em socorro dos neogolpistas com toda sorte de argumentos, proclamando a ilegalidade da suspensão do Paraguai (e, portanto, afirmando a legalidade do golpe) e a inclusão da Venezuela, já que a suspensão do Paraguai teria sido ilegal.



24. Agora, o Paraguai procura obter uma decisão do Tribunal Permanente de Revisão do Mercosul sobre a legalidade de sua suspensão do Mercosul enquanto, no Brasil, o líder do PSDB anuncia que recorrerá à justiça brasileira sobre a legalidade da suspensão do Paraguai e do ingresso da Venezuela.


25. A política externa norte-americana na América do Sul sofreu as consequências totalmente inesperadas da pressa dos neogolpistas paraguaios em assumir o poder, com tamanha voracidade que não podiam aguardar até abril de 2013, quando serão realizadas as eleições, e agora articula todos os seus aliados para fazer reverter a decisão de ingresso da Venezuela.


26. Na realidade, a questão do Paraguai é a questão da Venezuela, da disputa por influência econômica e política na América do Sul e de seu futuro como região soberana e desenvolvida."

É uma análise autônoma. Trata-se de uma explicação de engenhos de diplomacia internacional feita por um diplomata de carreira brasileiro encarregado de altas funções no Mercosul. É chocante. Mas repetir somente as versões publicadas em jornal da grande mídia brasileira, que é amplamente favorável a proximidade umbilical com o captial estrangeiro e em especial norteamericano, pode até ser mais fácil, já que repetido por todos (o que facilita sensação de aceitação social), mas não é o que corresponde melhor à realidade, nem o que lhe mais beneficia como cidadão brasileiro, futuro cidadão mercosulista, nem garantirá futuro independente e autônomo e respeitável ao nosso país no mundo.

p.s.: É importante que você leia este texto como uma perspectiva da realidade internacional a que você não tem acesso. Depois reflita por você mesmo sobre o que acontece. Compare as ionformações. O que a mídia te sonega é que essa informação existe, entende? E você concordar com as premissas apresentadas aqui, com as quais concordo plenamente, não quer dizer que você apóia Chávez, o governo de Chávez ou os resultados medíocres de sua política econômica para a sociedade venezuelana (se é que há política econômica venezuelana). Entender e/ou concordar com o que está escrito é entender o que ocorre por detrás dos fatos políticos (a) destituição de Lugo, de forma inconstitucional ao próprio Paraguai, (b) entrada da Venezuela no Mercosul e (c) forças e interesses internacionais em conflito. É só isso... só não, porque é muito.