Artigo de hoje, 10/08/2011, no Jornal do Commercio on line, intitulado "Tombini: sensação de descontrole inflacionário sumiu", apresenta o seguinte teor para manifestação de Alexandre tombini:
"Tombini lembrou que no início do ano houve “alta significativa dos preços” no país, causada pelo aumento dos preços das commodities [produtos primários com cotação internacional] e dos preços administrados em janeiro e também pelos desastres ambientais, como as chuvas. Tudo isso trouxe impacto, principalmente, nos preços de alimentos."
Como sempre falamos, o aumento da inflação não ocorreu por conta de gastos públicos desenfreados, ou por causa de poucas altas de juros Selic!!!! Os problemas foram de origem estrangeira, com variação e especulação com as commodities (petróleo, ferro, soja, carnes, milho..), problema climático que prejudicou produçaõ alimentícia no mundo e concentração de reajuste de preços públicos (energia elétrica, ônibus), além de reajuste de mensalidade escolar. Também aumento de petróleo por conflagração no Oriente Médio no fim de 2010 e início de 2011.
É muito importante notar a real origem inflacionária. O Jornal O Globo, desinformando a população em massa, como toda a grande mídia fez, ajudou a banca financeira a pressionar o Banco Central por aumentos desnecessários de SELIC, quebrando o crescimento ecdonômico brasileiro para 2011, diminuindo a oferta de emprego a brasileiros e aumentando a dívida pública por conta de aumento de juros.
O Blog Perspectiva Crítica denuncia aqui esse crime de atuação da grande mídia de forma desinformativa, prejudicando o cidadão brasileiro, as indústrias brasileiras e a gestão da dívida pública brasileira.
E quero corrigir menções da mídia de que agora a partir de setembro "a inflação cairá". O que cairá a partir de setembro não é a "inflação", mas a "inflação anual"!! Mas para a inflação anual cair, a mensal tem que cair antes. Portanto, deixo claro (comno fiz em artigos anteriores e oportunos) que a inflação anual cai no País desde abril de 2011!! Junho foi 0,15%, julho o IPCA foi de 0,16%!! A meta é de 0,45%. Portanto o último aumento da Selic foi criminoso contra o País e totalmente desnecessário!!
Tem que corrigir o juros pra ontem, mas infelizmente será em quedas graduais lentas... tem que corrigir os juros brasileiros enquanto os juros estrangeiros estão negativos e enquanto há crescimento econômico e controle fiscal. E tem que alterar as regras de remuneração da poupança, para que quando chegarem os juros Selic em 8% ao ano os investidores não prefiram investir na poupança que tem regras que só fazem sentido em país com descontrole inflacionário!!!
Fazemos nossa parte e informamos a você leitor com mais qualidade e lhe antecipando fatos com segurança em até 6 meses em relação ao Jornal O Globo e à grande mídia. Não é por que temos bola de cristal ou somos geniais, mas é somente porque não omitimos informação nem deturpamos a realidade para vender notícia.
abs de seu concidadão
Mário César Pacheco
p.s.: acho importante um detalhe, gente: "controle de gasto" não é igual a não realizar gastos ou novos gastos, como a grande mídia tenta incucar na população. Qualquer empresa precisa fazer investimentos e efetuar gastos. Controle de gastos é efetuar gastos eficientes, efetuar gastos dentro da disponibilidade de arrecadação. Estado não tem que dar lucro como empresa, tem que atingir suas finalidades institucionais de prestar serviço público à sua população e melhorar a qualidade de vida de todos e manter ambiente saudável para investimentos. Portanto, se houver mais gastos, desde que não aumente a relação dívida/pib (hoje aesta relaçãoé decrescente), desde que resulte em manutenção e melhora de quantidade e qualidade de prestação de serviço público que esteja insatisfatório para a população e insatisfatório para a demanda social existente, esse gasto não é "gasto público". Trata-se, sim, de "investimento público" ou gerenciamento de arrecadação, dívida e investimentos públicos. Deixemos isso claro. Pela grande mídia não se gasta mais um centavo em nada no Estado. Isso prejudica o Estado, prejudica o aumento de prestaçao de serviço público necessário à população e desestrutura o Estado para fiscalizar o mercado e criar condições para continuidade de crescimento do País e oferta de emprego.
p.s.2: o artigo comentado somente tem um erro. Diz que Tombini informou que a economia do governo de "50 milhões" e a existência de meta fiscal contribuem para o controle. A economia foi de 50 bilhões de reais. Corrijo, assim, o erro de informação do artigo do Jornal do Commercio. E a menção sobre meta fiscal se refere à meta de superávit de 3,1% do PIB. Nós já atingimos 3,99%. Isso é exagero, devo dizer. Ao contrário de uma pessoa física, que quanto mais poupar melhor é, quando o Estado poupa além do devido ele deixa de prestar serviço público ou fornecer bens públicos (veículos militares, policiais, escola, postes de iluminação, pavimentação, obras públicas) à população. Portanto, o jornais nunca publicarão isso, mas é errado o Brasil poupar 3,99% quando a meta é 3,1%.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Comentário à coluna de Antonio Machado intitulada "O veneno do euro", de 09/08/2011, no Jornal do Commercio
Pessoal, isto ficou como post script do artigo anterior, mas é tão importante para te apontar boas informações sobre economia, que sou obrigado a garantir mais fácil acesso a você para você ver o que é um artigo de economia que te informa a fundo.
Transcrevo o conteúdo do post script portanto, com o objetivo de te incentivar a ler esse cara porque é muito sério e conhecedor profundo de macroeconomia global. Não poderia me omitir nem dar o devido destaque.
Tenho muito pudor em transcrever trechos de colunas e artigos de outros jornalistas. E assim o fiz aqui. Transcrevi-os em partes muito maiores do que costumo para mostrar a todos o nível da informação processada pelo próprio autor, Antonio Machado, e enaltecer a função informativa do jornal que o veiculou, Jornal do Commercio. Não fazer essa explicitação da forma como fiz seria um grande desserviço aos leitores do Blog e ao País. O bom jornalista e o bom jornal devem ser festejados e tornados públicos por todos que assim possam proceder.
abraços a todos e fica a sugestão de fonte de informação como dica séria.
Transcrevo o conteúdo do post script portanto, com o objetivo de te incentivar a ler esse cara porque é muito sério e conhecedor profundo de macroeconomia global. Não poderia me omitir nem dar o devido destaque.
"Senhores e senhoras... eu apontei um artigo bom da Miriam hoje, né? Agora leiam a coluna publicada no mesmo dia de Antonio Machado no Jornal do Commercio de 09/08/11, mesmo dia, intitulada "Antonio Machado:O veneno do euro"... pô.. é brincadeira. O nosso objetivo no Blog é criticar artigos. Então vejam os dois artigos e me digam se o Antonio Machado não é o cara? Falou em mesmo sentido e sobre a mesma coisa que a Miriam, mas olhem o nível do detalhe e da quantidade de informação de alto nível técnico. É brincadeira. Seleciono três trechos como exemplo:'Os mercados financeiros precisaram derreter, na quinta-feira, com a razia acompanhando a rotação da Terra a partir da Ásia, para que o receoso Banco Central Europeu (BCE) saísse da redoma e retomasse a compra dos títulos de dívida soberana dos países da Zona do Euro rejeitados pelo capital. Já foi a Grécia, que não encontra mais comprador voluntário para sua dívida, e hoje são Espanha e Itália.
Ou agia assim ou até o fim da semana não haveria união monetária possível na região que se tornou o epicentro da crise que sacode o mundo desde 2008, hoje mais lá que nos EUA, quando furou a bolha de crédito no mercado americano. A percepção de risco amainou, mas sem sustar na sexta-feira as perdas nos mercados globais. (...)'
'(...)Não há inocentes no embate entre os patrocinadores da bandalheira do crédito e os governos dos EUA e da Zona do Euro — os mesmos que os salvaram da bancarrota em 2008, transformando dívida privada em pública, que agora repudiam, testando a capacidade de solvência de Tesouros nacionais arruinados por tais resgates e laxismo fiscal. (...)'
'(...)Os ataques recomeçaram, mas agora contra a Espanha, quarta maior economia do euro, e a Itália, a terceira, depois da França, sobre a qual já há questionamento sobre sua capacidade de crescer acima do serviço da dívida. A rigor, na Zona do Euro, só a Alemanha, os países escandinavos e a Holanda, todos com superavits externos, não estão “mal-falados” nos mercados. Há nisso um processo.
Para a banca e fundos, é como bater em morto, já que exploram as contradições de uma união monetária sem coesão fiscal e política. Mas não é só. Ao contrário do ocorrido nos EUA, o BCE não tirou da banca o grosso dos papéis podres, boa parte sob a forma de títulos de dívida soberana. Mesmo os países ajudados têm muita dívida não riscada dos balanços dos bancos. A ajuda de 109 bilhões de euros à Grécia, por exemplo, só dará para cortar 9% de sua dívida total.(...)'
Gente, é isso que você perde e muito mais não lendo Antonio Machado.. é covardia.
Não, cara, desculpa Antonio, mas vou publicar os dois trechos geniais finais. Pelo bem da informação da população. Foi mal. Vejam o nível da informação contida nesses dois trechos finais e vejam o que é ler a coluna do Antonio Machado:'Então, fica assim: o mercado pede juros aziagos para rolar tais papéis, e agora de Espanha e Itália — economias viáveis em tempo normal, mas com dívida dependente de forte crescimento econômico.
Estudo do Centre for Economics and Business Research, um think tank inglês, diz que com dívida equivalente a 128% do PIB e 0,1% de crescimento econômico no primeiro trimestre, a situação fiscal da Itália só aguenta juros de 5%. No mercado, ela paga hoje 6%. A Espanha, com dívida pública de 75% do PIB, “com alguma sorte pode sobreviver”, diz o estudo. O dramático é que, quanto maior a perda desses papéis, maior a necessidade de capital pela banca e, assim, de aportes do BCE, vetados pela Alemanha, o sustentáculo do euro.
Mas sem riscar tais papéis, que são ativos podres para a banca e a pedra no caminho da Europa, não há crescimento na Zona do Euro, e mais difícil será a solução da crise para os EUA e no mundo.'
'Com o dólar, ainda que com má-vontade, demandado pelo mundo, os EUA não têm crise de dívida, mas fiscal, e agravada pela inépcia para fazer a economia crescer. Já a Europa não tem chance, com os US$ 2,2 trilhões de papéis de Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha, dos quais 81% com bancos europeus. Isso equivale, segundo estudo da Bedlam, gestora inglesa de fundos, a 59% do capital da banca europeia. O resto está com bancos dos EUA. Se todos forem forçados a dar baixa de 30% desse fardo, premissa razoável à luz das taxas com que os papéis têm sido negociados, a banca europeia terá perda de capital de 18%, e a dos EUA, 8%. Em tal cenário, a contração do crédito pode chegar a US$ 11,8 trilhões. É o tamanho da crise.'
Preciso comentar alguma coisa para vocês? Pô.. o domínio do cara é absurdo. Como é que alguém vai ler só o Globo e achar que tá informado sobre economia? Tá maluco!!! Assinem já o Jornal do Commercio os que se interessam por economia galera, não tem jeito."
Tenho muito pudor em transcrever trechos de colunas e artigos de outros jornalistas. E assim o fiz aqui. Transcrevi-os em partes muito maiores do que costumo para mostrar a todos o nível da informação processada pelo próprio autor, Antonio Machado, e enaltecer a função informativa do jornal que o veiculou, Jornal do Commercio. Não fazer essa explicitação da forma como fiz seria um grande desserviço aos leitores do Blog e ao País. O bom jornalista e o bom jornal devem ser festejados e tornados públicos por todos que assim possam proceder.
abraços a todos e fica a sugestão de fonte de informação como dica séria.
Coluna da miriam de hoje " Canais de Contágio" - boas informações
Pessoal, hoje, 09/08/2011, eu e Miriam Leitão estamos de pleno acordo. Sugiro a leitura da coluna dela de hoje, "Canais de Contágio". Concordo praticamente 100% com o que está ali. Vale a pena ler.
O problema mundial ñão tem a ver com nossa economia. A queda da bolsa brasileira reflete problemas externos e não internos mas isso não significa que somos imunes, claro. Nossa situação econômica é sólida e a segurança de nosso mercado bursátil faz dele a primeira opção de fundos e empresas e pessoas endividadas que precisam saldar obrigações. Assim, a nossa cai mais. Nosso mercado é tão sofisticado que cria essa possibilidade de liquidez melhor e, portanto, sofre mais em momentos como esse.
Sugiro a leitura da coluna e espero que Miriam ouça mais este tipo de analista. Os analistas que ela ouviu dessa vez não a induziram em erro e nem estão mal informados ou com segundas intenções ao passar informação. Dessa vez a análise que ela ouviu foi técnica e de qualidade mesmo.
abraços a todos e parabéns à Miriam. Quanto melhor ela fizer o trabalho dela, cientes nós de que ela é pressionada a trabalhar por informação, o que pode diminuir a qualidade produtiva diária, óbvio, melhor seremos informados. Ela é fonte boa de informação, isso é indiscutível. Os eventuais equívocos informativos corrigimos e apontamos aqui, mas a pedra bruta ela sempre traz.
p.s.: Senhores e senhoras... eu apontei um artigo bom da Miriam hoje, né? Agora leiam a coluna publicada no mesmo dia de Antonio Machado no Jornal do Commercio de 09/08/11, mesmo dia, intitulada "Antonio Machado:O veneno do euro"... pô.. é brincadeira. O nosso objetivo no Blog é criticar artigos. Então vejam os dois artigos e me digam se o Antonio Machado não é o cara? Falou em mesmo sentido e sobre a mesma coisa que a Miriam, mas olhem o nível do detalhe e da quantidade de informação de alto nível técnico. É brincadeira. Seleciono três trechos como exemplo:
Gente, é isso que você perde e muito mais não lendo Antonio Machado.. é covardia.
Nâo, cara, desculpa Antonio, mas vou publicar os dois trechos geniais finais. Pelo bem da informação da população. Foi mal. Vejam o nível da informação contida nesses dois trechos finais e vejam o que é ler a coluna do Antonio Machado:
Preciso comentar alguma coisa para vocês? Pô.. o domínio do cara é absurdo. Como é que alguém vai ler só o Globo e achar que tá informado sobre economia? Tá maluco!!! Assinem já o Jornal do Commercio os que se interessam por economia galera, não tem jeito.
Abs
O problema mundial ñão tem a ver com nossa economia. A queda da bolsa brasileira reflete problemas externos e não internos mas isso não significa que somos imunes, claro. Nossa situação econômica é sólida e a segurança de nosso mercado bursátil faz dele a primeira opção de fundos e empresas e pessoas endividadas que precisam saldar obrigações. Assim, a nossa cai mais. Nosso mercado é tão sofisticado que cria essa possibilidade de liquidez melhor e, portanto, sofre mais em momentos como esse.
Sugiro a leitura da coluna e espero que Miriam ouça mais este tipo de analista. Os analistas que ela ouviu dessa vez não a induziram em erro e nem estão mal informados ou com segundas intenções ao passar informação. Dessa vez a análise que ela ouviu foi técnica e de qualidade mesmo.
abraços a todos e parabéns à Miriam. Quanto melhor ela fizer o trabalho dela, cientes nós de que ela é pressionada a trabalhar por informação, o que pode diminuir a qualidade produtiva diária, óbvio, melhor seremos informados. Ela é fonte boa de informação, isso é indiscutível. Os eventuais equívocos informativos corrigimos e apontamos aqui, mas a pedra bruta ela sempre traz.
p.s.: Senhores e senhoras... eu apontei um artigo bom da Miriam hoje, né? Agora leiam a coluna publicada no mesmo dia de Antonio Machado no Jornal do Commercio de 09/08/11, mesmo dia, intitulada "Antonio Machado:O veneno do euro"... pô.. é brincadeira. O nosso objetivo no Blog é criticar artigos. Então vejam os dois artigos e me digam se o Antonio Machado não é o cara? Falou em mesmo sentido e sobre a mesma coisa que a Miriam, mas olhem o nível do detalhe e da quantidade de informação de alto nível técnico. É brincadeira. Seleciono três trechos como exemplo:
"Os mercados financeiros precisaram derreter, na quinta-feira, com a razia acompanhando a rotação da Terra a partir da Ásia, para que o receoso Banco Central Europeu (BCE) saísse da redoma e retomasse a compra dos títulos de dívida soberana dos países da Zona do Euro rejeitados pelo capital. Já foi a Grécia, que não encontra mais comprador voluntário para sua dívida, e hoje são Espanha e Itália.
Ou agia assim ou até o fim da semana não haveria união monetária possível na região que se tornou o epicentro da crise que sacode o mundo desde 2008, hoje mais lá que nos EUA, quando furou a bolha de crédito no mercado americano. A percepção de risco amainou, mas sem sustar na sexta-feira as perdas nos mercados globais. (...)"
"(...)Não há inocentes no embate entre os patrocinadores da bandalheira do crédito e os governos dos EUA e da Zona do Euro — os mesmos que os salvaram da bancarrota em 2008, transformando dívida privada em pública, que agora repudiam, testando a capacidade de solvência de Tesouros nacionais arruinados por tais resgates e laxismo fiscal. (...)"
"(...)Os ataques recomeçaram, mas agora contra a Espanha, quarta maior economia do euro, e a Itália, a terceira, depois da França, sobre a qual já há questionamento sobre sua capacidade de crescer acima do serviço da dívida. A rigor, na Zona do Euro, só a Alemanha, os países escandinavos e a Holanda, todos com superavits externos, não estão “mal-falados” nos mercados. Há nisso um processo.
Para a banca e fundos, é como bater em morto, já que exploram as contradições de uma união monetária sem coesão fiscal e política. Mas não é só. Ao contrário do ocorrido nos EUA, o BCE não tirou da banca o grosso dos papéis podres, boa parte sob a forma de títulos de dívida soberana. Mesmo os países ajudados têm muita dívida não riscada dos balanços dos bancos. A ajuda de 109 bilhões de euros à Grécia, por exemplo, só dará para cortar 9% de sua dívida total.(...)"
Gente, é isso que você perde e muito mais não lendo Antonio Machado.. é covardia.
Nâo, cara, desculpa Antonio, mas vou publicar os dois trechos geniais finais. Pelo bem da informação da população. Foi mal. Vejam o nível da informação contida nesses dois trechos finais e vejam o que é ler a coluna do Antonio Machado:
"Então, fica assim: o mercado pede juros aziagos para rolar tais papéis, e agora de Espanha e Itália — economias viáveis em tempo normal, mas com dívida dependente de forte crescimento econômico.
Estudo do Centre for Economics and Business Research, um think tank inglês, diz que com dívida equivalente a 128% do PIB e 0,1% de crescimento econômico no primeiro trimestre, a situação fiscal da Itália só aguenta juros de 5%. No mercado, ela paga hoje 6%. A Espanha, com dívida pública de 75% do PIB, “com alguma sorte pode sobreviver”, diz o estudo. O dramático é que, quanto maior a perda desses papéis, maior a necessidade de capital pela banca e, assim, de aportes do BCE, vetados pela Alemanha, o sustentáculo do euro.
Mas sem riscar tais papéis, que são ativos podres para a banca e a pedra no caminho da Europa, não há crescimento na Zona do Euro, e mais difícil será a solução da crise para os EUA e no mundo."
"Com o dólar, ainda que com má-vontade, demandado pelo mundo, os EUA não têm crise de dívida, mas fiscal, e agravada pela inépcia para fazer a economia crescer. Já a Europa não tem chance, com os US$ 2,2 trilhões de papéis de Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha, dos quais 81% com bancos europeus. Isso equivale, segundo estudo da Bedlam, gestora inglesa de fundos, a 59% do capital da banca europeia. O resto está com bancos dos EUA. Se todos forem forçados a dar baixa de 30% desse fardo, premissa razoável à luz das taxas com que os papéis têm sido negociados, a banca europeia terá perda de capital de 18%, e a dos EUA, 8%. Em tal cenário, a contração do crédito pode chegar a US$ 11,8 trilhões. É o tamanho da crise."
Preciso comentar alguma coisa para vocês? Pô.. o domínio do cara é absurdo. Como é que alguém vai ler só o Globo e achar que tá informado sobre economia? Tá maluco!!! Assinem já o Jornal do Commercio os que se interessam por economia galera, não tem jeito.
Abs
domingo, 7 de agosto de 2011
Revista da semana: queda de rating europeu e americano, aumento de teto da dívida americana e reflexos políticos, terrorismo norueguês e xenofobia.
Passo a tratar resumidamente de uns assuntos importantíssimos e que se não fossem abordado sinteticamente, pela minha falta de disponibilidade de tempo, poderiam não ser abordados oportunamente.
Queda de rating americano e europeu - Nós sempre reclamamos aqui sobre o fato de que o rating das agências especializadas (Moodys, S&P e Fitch, essas são as principais) não refletia a realidade das ecoonomias americanas e européias pós crise de 2008 (subprime). Quanto ao Brasil, nunca admitiu nossa melhora taõ rapidamente quanto deveriam. Quantos aos EUA e Europeus, nunca baixaram taõa rápido quanto deveriam ou como fazem com emergentes. É fácil ver o fator político ou geo-político e geo-econômico atuante nessas análises. Mas agora, depois de pedirmos (e não somente nós aqui.. os europeus falaram o mesmo) agÊncias autônomas brasileiras, latino-americanas e asiáticas, as agÊncias de primeira linha estão tentando produzir a adequação de rating das economias do centro do capitalismo mundial. Justo. Tardio, mas justo. Lento, mas justo. Essas economias viveram acima de sua capacidade econômica. Não houve um colapso à toa, gente. O subprime e a crise indicou que o nível de endividamento privado (não público, é bom que se diga) estava acima da realidade. Agora, que ruiu o sistema privado de crédito, as economias públicas se fragilizaram salvando a economia privada, e, portanto, essa situação de fragilidade deve ficar estampada na alteração de rating, assim como o fortalecimento de nossa economiadeve gerar aumento de rating. Interessante notar que haverá correção, nesse processo de correção estrutural das economias principais, de renda percapita, PIB e crescimento dessas economias pelos próximos 5 a dez anos... talvez mais.. Quando o Japão atingiu relação dívida/pib de 100%, nunca mais conseguiu crescimento econômico alto ou diminuição da relação dívida/pib, estando hoje em 210%. Quando nossa relação dívida/pib aproximava-se de 52%, Delfim Neto dizia que havia consenso internacional de que 56% de relação dívida/pib significava dívida impagável!!! AHUAHAUHUAHAHUH Quero ver agora!! 56% é a relação da Espanha. Itália, EUA e Inglaterra estão com 120%, 100% e 160%!! UAHUAHUAHUAH Aguardo cenas dos próximos capítulos.
Aumento do teto da dívida americana e reflexos políticos - Fiquei impressionado com o desenrolar do processo de debate legislativo norte-americano sobre o acordo para aumento do teto da dívida americana... que irresponsabilidade.. os republicanos não estavam nem aí para a imagem de seu próprio país.. os republicanos não admitiram aumento de impostos dos ricos e pior, nem mesmo suspensão de isenções e subsídios obtidos na era Bush filho... mas não tiveram dúvida em mandar cortar benefícios dos pobres, valores destinados ao recém-criado plano de saúde para miseráveis, o Medicare.. para mim ficou claro que as pessoas físicas não têm tantos representantes no Congresso quanto as empresas. O senso de unidade americana, que sempre passaram para nós, ficou abalado. É um País, ou um acúmulo de interesses, em que cada um cuida do seu? Fiquei chocado e pasmo. Talvez assim, quem sabe, o povo americano acorde para o tipo de representantes que tem. Pensei que talvez o voto ser facultativo tenha algo a ver com isso... quem é honesto e simples pode não se sentir obrigado a ir votar, mas quem é convicto vai com ceteza.. só que os que têm interesses econômicos sempre são convictos.. e os que são convictos somente por ideologia honesta e política são poucos...
Terrorismo norueguês e xenofobia - Esse recente caso norueguês em que um terrorista nórdico, branco de olhos azuis, chamado Anders Breivik, matou dezenas de concidadãos por ser contra a miscigenação e o multiculturalismo, ofendendo particularmente o Brasil, é um caso muito interessante. Vale a pena desconstruir a impressão de força desse tipo de indivíduo. Atos de xenofobia e apreço por ditaduras só têm sentido em situaçãoes extremas, que já não vivemos mais. Se o seu País está em guerra contra outro, naturalmente a xenofobia contra os inimigos e seus aliados é normalíssima e tem vida antes da deflagração da guerra e ainda algum tempo após ela. Isso é compreensível. Desejarem ditadura porque há risco de uma ruptura institucional, ou seja, porque as instituições civis estão corrompidas e fracas, é uma forma de tentar por ordem... é compreensível. Mas fora princípios utilitaristas, o apreço por xenofobia e ditadura é evidente sinal de baixa autoestima, ao meu ver. Nôa é sinal de alta autoestima, segundo minha percepção. Tirando as pessoas normais com quem conversei, a minha impressão de quem defende ditadura por princípio, assim como xenofobia, me deixou a impressão clara de que esse cidadão precisava de algo exterior para se sentir melhor. Por ser fraco interiormente, o apelo a argumentos de tribo ou raça o faziam se sentir bem ou superior. Sua necessidade de diminuir o outro para se sentir melhor é evidente característica de vício de caráter e baixa autoestima. Quem tem alta autoestima sente-se livre e seguro para admirar o diferente. Quem tem menos inteligência ou tem baixa autoestima somente se sente à vontade com a simplicidade do mesmo, do ambiente facilmente reconhecível em que ele possa saber exatamente onde está. Com os admiradores de ditadura pude notar o mesmo. Fora aqueles que justificavam a ditadura de forma utilitária (e aí fica a eterna discussão entre quando e como é útil), os que admiravam a ditadura por princípio, pude notar, se realizavam no exercício do poder por alguém. Por ser fraco ou se sentir fraco, existir o caudilho, que "bate" naqueles em que o indívíduo admirador da ditadura gostaria de bater ou ver humilhado ou ver perseguido, o faz se sentir mais forte. O admirador de ditadura não consegue admitir sua derrota, seja nas urnas, seja na vida, ele precisa projetar seu ego no caudilho para se sentir mais forte e reverter a sorte do mundo a seu favor, imagina ele. A xenofobia e a admiração de ditaduras, portanto, posso concluir, é algo comum a pessoas fracas, menos inteligentes, sedentas de um mundo simples, em que elas reconheçam o ambiente em que se encontram e saibam de antemão exatamente em que "posto" social se encontram. Não gostam de competição pessoal ou econômica, não gostam que outros possam ser (como sempre há) melhores que ele. Tudo deve ser diminuído para que sua mediocridade fique incógnita. Esse é o perfil de Anders Breivik, pitboys, neonazistas e defensores de supremacia branca, negra, azul ou amarela, assim como defensores de ditaduras. A raiva, senhores, é uma defesa natural.
p.s.: texto revisto
Queda de rating americano e europeu - Nós sempre reclamamos aqui sobre o fato de que o rating das agências especializadas (Moodys, S&P e Fitch, essas são as principais) não refletia a realidade das ecoonomias americanas e européias pós crise de 2008 (subprime). Quanto ao Brasil, nunca admitiu nossa melhora taõ rapidamente quanto deveriam. Quantos aos EUA e Europeus, nunca baixaram taõa rápido quanto deveriam ou como fazem com emergentes. É fácil ver o fator político ou geo-político e geo-econômico atuante nessas análises. Mas agora, depois de pedirmos (e não somente nós aqui.. os europeus falaram o mesmo) agÊncias autônomas brasileiras, latino-americanas e asiáticas, as agÊncias de primeira linha estão tentando produzir a adequação de rating das economias do centro do capitalismo mundial. Justo. Tardio, mas justo. Lento, mas justo. Essas economias viveram acima de sua capacidade econômica. Não houve um colapso à toa, gente. O subprime e a crise indicou que o nível de endividamento privado (não público, é bom que se diga) estava acima da realidade. Agora, que ruiu o sistema privado de crédito, as economias públicas se fragilizaram salvando a economia privada, e, portanto, essa situação de fragilidade deve ficar estampada na alteração de rating, assim como o fortalecimento de nossa economiadeve gerar aumento de rating. Interessante notar que haverá correção, nesse processo de correção estrutural das economias principais, de renda percapita, PIB e crescimento dessas economias pelos próximos 5 a dez anos... talvez mais.. Quando o Japão atingiu relação dívida/pib de 100%, nunca mais conseguiu crescimento econômico alto ou diminuição da relação dívida/pib, estando hoje em 210%. Quando nossa relação dívida/pib aproximava-se de 52%, Delfim Neto dizia que havia consenso internacional de que 56% de relação dívida/pib significava dívida impagável!!! AHUAHAUHUAHAHUH Quero ver agora!! 56% é a relação da Espanha. Itália, EUA e Inglaterra estão com 120%, 100% e 160%!! UAHUAHUAHUAH Aguardo cenas dos próximos capítulos.
Aumento do teto da dívida americana e reflexos políticos - Fiquei impressionado com o desenrolar do processo de debate legislativo norte-americano sobre o acordo para aumento do teto da dívida americana... que irresponsabilidade.. os republicanos não estavam nem aí para a imagem de seu próprio país.. os republicanos não admitiram aumento de impostos dos ricos e pior, nem mesmo suspensão de isenções e subsídios obtidos na era Bush filho... mas não tiveram dúvida em mandar cortar benefícios dos pobres, valores destinados ao recém-criado plano de saúde para miseráveis, o Medicare.. para mim ficou claro que as pessoas físicas não têm tantos representantes no Congresso quanto as empresas. O senso de unidade americana, que sempre passaram para nós, ficou abalado. É um País, ou um acúmulo de interesses, em que cada um cuida do seu? Fiquei chocado e pasmo. Talvez assim, quem sabe, o povo americano acorde para o tipo de representantes que tem. Pensei que talvez o voto ser facultativo tenha algo a ver com isso... quem é honesto e simples pode não se sentir obrigado a ir votar, mas quem é convicto vai com ceteza.. só que os que têm interesses econômicos sempre são convictos.. e os que são convictos somente por ideologia honesta e política são poucos...
Terrorismo norueguês e xenofobia - Esse recente caso norueguês em que um terrorista nórdico, branco de olhos azuis, chamado Anders Breivik, matou dezenas de concidadãos por ser contra a miscigenação e o multiculturalismo, ofendendo particularmente o Brasil, é um caso muito interessante. Vale a pena desconstruir a impressão de força desse tipo de indivíduo. Atos de xenofobia e apreço por ditaduras só têm sentido em situaçãoes extremas, que já não vivemos mais. Se o seu País está em guerra contra outro, naturalmente a xenofobia contra os inimigos e seus aliados é normalíssima e tem vida antes da deflagração da guerra e ainda algum tempo após ela. Isso é compreensível. Desejarem ditadura porque há risco de uma ruptura institucional, ou seja, porque as instituições civis estão corrompidas e fracas, é uma forma de tentar por ordem... é compreensível. Mas fora princípios utilitaristas, o apreço por xenofobia e ditadura é evidente sinal de baixa autoestima, ao meu ver. Nôa é sinal de alta autoestima, segundo minha percepção. Tirando as pessoas normais com quem conversei, a minha impressão de quem defende ditadura por princípio, assim como xenofobia, me deixou a impressão clara de que esse cidadão precisava de algo exterior para se sentir melhor. Por ser fraco interiormente, o apelo a argumentos de tribo ou raça o faziam se sentir bem ou superior. Sua necessidade de diminuir o outro para se sentir melhor é evidente característica de vício de caráter e baixa autoestima. Quem tem alta autoestima sente-se livre e seguro para admirar o diferente. Quem tem menos inteligência ou tem baixa autoestima somente se sente à vontade com a simplicidade do mesmo, do ambiente facilmente reconhecível em que ele possa saber exatamente onde está. Com os admiradores de ditadura pude notar o mesmo. Fora aqueles que justificavam a ditadura de forma utilitária (e aí fica a eterna discussão entre quando e como é útil), os que admiravam a ditadura por princípio, pude notar, se realizavam no exercício do poder por alguém. Por ser fraco ou se sentir fraco, existir o caudilho, que "bate" naqueles em que o indívíduo admirador da ditadura gostaria de bater ou ver humilhado ou ver perseguido, o faz se sentir mais forte. O admirador de ditadura não consegue admitir sua derrota, seja nas urnas, seja na vida, ele precisa projetar seu ego no caudilho para se sentir mais forte e reverter a sorte do mundo a seu favor, imagina ele. A xenofobia e a admiração de ditaduras, portanto, posso concluir, é algo comum a pessoas fracas, menos inteligentes, sedentas de um mundo simples, em que elas reconheçam o ambiente em que se encontram e saibam de antemão exatamente em que "posto" social se encontram. Não gostam de competição pessoal ou econômica, não gostam que outros possam ser (como sempre há) melhores que ele. Tudo deve ser diminuído para que sua mediocridade fique incógnita. Esse é o perfil de Anders Breivik, pitboys, neonazistas e defensores de supremacia branca, negra, azul ou amarela, assim como defensores de ditaduras. A raiva, senhores, é uma defesa natural.
p.s.: texto revisto
15.256 acessos neste momento!!
Compartilho com todos que chegamos a 15.256 acessos às 08:09h de 07 de agosto de 2011, em 13 meses e alguns dias de vida!!
Quando chegamos a 1.600 acessos, em torno de agosto/setembro de 2010, com três meses, passei um email a vários amigos comentando o fato e comnetando minha surpresa na quantidade de acesso. Um amigo, Rafael, antigo estagiário na Justiça, educado e incentivador como sempre, comentou "rumo aos 16.000, Mário!"... e eu na hora pensei "claro, daqui há anos.. rsrrsr.. só o Rafa...".
Mas aqui estamos à beira dos 16.000 acessos, mantendo uma média de 1.200 acessos ao mês. Mês passado foram 1.183 acessos. Nosso recorde foi de 2.372 em fevereiro de 2011.
Fiquei positivamente impressionado com a recente ascenção gigantesca do acesso ao artigo "Relação Dívida/PIB Brasil x Mundo" acessível em http://perspectivakritica.blogspot.com/2010/12/relacao-dividapib-brasil-x-mundo.html
Em dois meses passou o acesso do campeão histórico "Bolha Imobiliária no RJ em 2010". Foi um ótimo artigo escrito em novembro de 2010 e muitíssimo mais útil para a nossa informação do que os artigos homeopáticos de mídia que não te dão noção global de nada o que ocorre no mundo nem como está o Brasil perante o mundo em que vivemos. E melhor: fica disponível para sempre. Para você acessar e comparar quando quiser.
O Blog não tem fotos. O Blog é político e econômico. O Blog é reflexivo. Quem diria que alguém se interessaria? Bem... surpresas acontecem e acho que não se pode dizer mais que brasileiro não se interessa por política e economia.. uma rápida procura sobre o tema no google e você acha vários sites e blogs feitos por cidadão tentando incitar o debate, como nós fazemos aqui.
O brasileiro quer entender. O brasileiro quer influir. O brasileiro quer saber e dominar os fatos e a mecânica social e quer ser sujeito ativo na melhoria de sua própria vida, de seus familiares e de seu País.
Se antes somente bancos, indústrias e empresas comerciais tinham fórum para debater questões políticas, econômicas e sociais de seu interesse e sob seus prismas particulares, organizando suas atuações para melhor influir em socieade e defender seus interesses, agora o cidadão brasileiro, a pessoa física, o único que tem direito de voto, agora tabém tem esse fórum: Blog Perspectiva Crítica.
O nosso objetivo é entender o que deve ser feito para que o cidadão brasileiro aumente sua qualidade de vida, aumente sua participação no PIB e não fique somente assistindo às empresas e instituições financeiras fazerem isso, mesmo que em detrimento do País ou das pessoas.
Há espaço para todos. Empresas têm que ter ambiente ótimo para desenvolverem-se, criarem empregos, lucrarem e fazerem o País crescer, mas o fim de tudo, na minha perspectiva, são as pessoas. Empresas não têm filhos nem doenças. Empresas não vivem e morrem, nem têm parentes. Empresas não são felizes nem são tristes. Empresas não se indignam.
Temos de fazer um Brasil para as pessoas. Estamos aqui para ajudar nesse caminho.
Também é objetivo do Blog colaborar para aumentar o emprego e o salário do brasileiro, a renda percapita brasileira, aumentar o desenvolvimento político, econômico e social do país, inserir autonomamente o Brasil no exterior e garantir autonomia econômica, tecnológica, militar e industrial brasileira.
Parabéns a todos nós. Se dizem que isto é utopia... bem, estamos vivendo a nossa. Cada um faz a sua parte. O importante é não ser omisso.
p.s. 08/08: texto revisto
p.s. 10/08: Pessoal, quero registrar isso: em 29 de dezembro de 2010 havia 3.705 acessos ao Blog!! 6 meses depois foram quase de 12.000 acessos a mais!!! Ou seja, a comparação entre os primeiros seis meses com o segundo semestre de vida do blog evidencia crescimento de pouco mais de três vezes o acesso!! Muito maneiro! valeu!
Quando chegamos a 1.600 acessos, em torno de agosto/setembro de 2010, com três meses, passei um email a vários amigos comentando o fato e comnetando minha surpresa na quantidade de acesso. Um amigo, Rafael, antigo estagiário na Justiça, educado e incentivador como sempre, comentou "rumo aos 16.000, Mário!"... e eu na hora pensei "claro, daqui há anos.. rsrrsr.. só o Rafa...".
Mas aqui estamos à beira dos 16.000 acessos, mantendo uma média de 1.200 acessos ao mês. Mês passado foram 1.183 acessos. Nosso recorde foi de 2.372 em fevereiro de 2011.
Fiquei positivamente impressionado com a recente ascenção gigantesca do acesso ao artigo "Relação Dívida/PIB Brasil x Mundo" acessível em http://perspectivakritica.blogspot.com/2010/12/relacao-dividapib-brasil-x-mundo.html
Em dois meses passou o acesso do campeão histórico "Bolha Imobiliária no RJ em 2010". Foi um ótimo artigo escrito em novembro de 2010 e muitíssimo mais útil para a nossa informação do que os artigos homeopáticos de mídia que não te dão noção global de nada o que ocorre no mundo nem como está o Brasil perante o mundo em que vivemos. E melhor: fica disponível para sempre. Para você acessar e comparar quando quiser.
O Blog não tem fotos. O Blog é político e econômico. O Blog é reflexivo. Quem diria que alguém se interessaria? Bem... surpresas acontecem e acho que não se pode dizer mais que brasileiro não se interessa por política e economia.. uma rápida procura sobre o tema no google e você acha vários sites e blogs feitos por cidadão tentando incitar o debate, como nós fazemos aqui.
O brasileiro quer entender. O brasileiro quer influir. O brasileiro quer saber e dominar os fatos e a mecânica social e quer ser sujeito ativo na melhoria de sua própria vida, de seus familiares e de seu País.
Se antes somente bancos, indústrias e empresas comerciais tinham fórum para debater questões políticas, econômicas e sociais de seu interesse e sob seus prismas particulares, organizando suas atuações para melhor influir em socieade e defender seus interesses, agora o cidadão brasileiro, a pessoa física, o único que tem direito de voto, agora tabém tem esse fórum: Blog Perspectiva Crítica.
O nosso objetivo é entender o que deve ser feito para que o cidadão brasileiro aumente sua qualidade de vida, aumente sua participação no PIB e não fique somente assistindo às empresas e instituições financeiras fazerem isso, mesmo que em detrimento do País ou das pessoas.
Há espaço para todos. Empresas têm que ter ambiente ótimo para desenvolverem-se, criarem empregos, lucrarem e fazerem o País crescer, mas o fim de tudo, na minha perspectiva, são as pessoas. Empresas não têm filhos nem doenças. Empresas não vivem e morrem, nem têm parentes. Empresas não são felizes nem são tristes. Empresas não se indignam.
Temos de fazer um Brasil para as pessoas. Estamos aqui para ajudar nesse caminho.
Também é objetivo do Blog colaborar para aumentar o emprego e o salário do brasileiro, a renda percapita brasileira, aumentar o desenvolvimento político, econômico e social do país, inserir autonomamente o Brasil no exterior e garantir autonomia econômica, tecnológica, militar e industrial brasileira.
Parabéns a todos nós. Se dizem que isto é utopia... bem, estamos vivendo a nossa. Cada um faz a sua parte. O importante é não ser omisso.
p.s. 08/08: texto revisto
p.s. 10/08: Pessoal, quero registrar isso: em 29 de dezembro de 2010 havia 3.705 acessos ao Blog!! 6 meses depois foram quase de 12.000 acessos a mais!!! Ou seja, a comparação entre os primeiros seis meses com o segundo semestre de vida do blog evidencia crescimento de pouco mais de três vezes o acesso!! Muito maneiro! valeu!
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
O que está muito errado no Brasil? O que é essencial?
É claro que aqui não poderá ser abordado tudo, mas posso somente fazer a minha parte. Escolho linhas gerais e facilmente perceptíveis a qualquer um, de total importância para a vida real do brasileiro. A lista é aberta e todos estão convidados a acrescê-la.
O objetivo é expor erros a que estamos acostumados e não mais nos indignam, quando justamente agora, que temos crescimento econômico, seria o momento ideal para discutirmos o que fazer com a riqueza que existe e se avizinha para melhorar a qualidade de vida de nossas famílias.
Isso que faremos aqui as instituições bancárias fazem, sob seu prisma, na Febraban, as indústrias fazem na Fiesp, Firjan e CNI e as empresas comerciárias fazem na CNC. Passe a se fazer estes questionamentos e você não será mais um bucha de propagandas políticas ou da mídia e poderá conduzir-se de acordo com seu real interesse, transformando o Brasil em um país com renda per capita européia, com produção industrial chinesa, com salário mínimo europeu, com serviços públicos europeus e, se Deus quiser, sem muita coisa a ser copiada norteamericana, a não ser a capacidade de investimento em pesquisa, inovação e atração de cientistas e registro de patentes no nosso próprio País.
1 - É errado acharmos que somos pobres. Nossa economia é a sétima do mundo. Temos condições de investir para melhorar serviços públicos e aliviar toda a população de pagar por serviços privados que possa, por opção, obter com dignidade na esfera pública. Gente, na Europa, europeu não gasta com plano de saúde e educação. Ponha no lápis o quanto isso é de economia de renda durante um ano. Agora some dez anos. Agora some 30 anos e pegue esse valor mensalmente e invista a 0,5% na mísera poupança. Veja o valor que você perde por não ter serviço público de qualidade.. só na área pública de saúde e educação.
2 - É errado servidor público receber salário irrisório em comparação à sua responsabilidade. É errado servidor com atribuição sem complexidade receber em desacordo com o exercício de sua função... exercício real de sua função.. É errado a atribuição de cargos públicos estarem defasados em relação às verdadeiras atribuições de seus cargos exercidos atualmente.
3 - É errado pensar que o "serviço público está inchado" se há fila em hospital, se o "criança esperança" e "amigos da escola" tÊm que garantir locais e pessoas para dar acesso de educação para todos.. é errado achar que há excesso de funcionário público se há três vezes mais servidores por habitante na europa e duas vezes mais servidores públicos/trabalhadores nos eua. Isso significa que esses Estados investem de duas a três vezes mais do que o Brasil em serviço público para seus cidadãos... mas se a renda percapita deles é de até cinco vezes mais do que a nossa, quem em tese precisaria mais deste tipo de investimento? Brasil, claro!
4 - É errado achar que a mídia é isenta. A grande mídia é composta por grandes empresas e seus principais anunciantes são grandes empresas.. se a mídia precisa desses anunciantes, você acha que ela podeira publicar algo que contrarie interesse deste grupo de grandes empresas?
5 - É errado médico público ganhar R$1.300,00 e professor público ganhar R$700,00, como no Rio de Janeiro. É errada a substituição de servidores públicos e do serviço público por serviço privado onde o interesse público estiver em jogo, pois o servidor que tem estabilidade pode se negar a realizar algo ilegal, enquanto quem é ameaçado com perda de emprego fica muito mais indefeso a resistir a ameaças de prejuízo em caso de resistência a pedidos de infração contra o interesse público.
6 - É errado aumentarmos juros Selic em um mundo em que o dinheiro quer vir para o Brasil que é um dos países mais estáveis economicamente do mundo atual. Há medidas macroprudenciais como aumento de depósito compulsório, diminuição de prazos de empréstimos e aumento de exigência de capital próprio dos bancos em cada operação de empréstimo. Isso não aumenta dívida pública, controla demanda, desestimula tomada de empréstimo... mas diminui operações e lucratividade dos bancos...
7 - É errado continuar com aumento de juros quando o PIB foi reduzido à metade de um ano para o outro (foi de 7,5% em 2010 e será de 4% em 2011). Assim como é errado nossa produção industrial interna descer de 35% para 15%. País rico é país com indústria e não país com enfoque exclusivo em venda de commodities (Austrália e Canadá - o caso deles só se sustenta porque a Inglaterra acordou não produzir mais agrícolas e comprar desses dois países - informação dada por João Paulo de Almeida Magalhães no livro citado abaixo - tratam-se das "anti corn laws", pg. 25), exploração de turismo (Bahamas) ou com concentração de empresas montadoras de peças produzidas no estrangeiro (Malásia)!!! Quem manda é quem inventa, quem inova e quem é dono das indústrias!
8 - É errado o salário mínimo não ser suficiente para uma família de quatro pessoas viver. A meta de salário mínimo é de R$3.000,00 (o valor definido pelo Dieese é próximo disso). Gente, é isso. Pare de pensar como pobre. Pare de se satisfazer com pouco. Não pense no serviço doméstico que você perderá... pense que todo brasileiro viverá bem e a economia crescerá de forma a você ter esse serviço de outra forma. Europeu tem salário mínimo de 1500 euros.. se nós somos a sétima economia e há 30 países europeus.. acho que merecemos viver como eles.. é claro que isso não ocorrerá de um dia para o outro, pois as contas públicas estourariam, assim como inflação, mas deve haver essa meta. E cada ato político deve ser avaliado se nos conduz mais próximo ou mais longe disso.
9 - É errado achar que salário mínimo que aumenta acaba com o País e estoura a inflação. A Europa tem o maior salário mínimo e a menor inflação!!!
10 - É errado se satisfazer com crescimento econômico baixo. Temos de crescer a 5% ou 6% ao ano pelo menos. João Paulo de Almeida Magalhães, emérito professor de economia da UFRJ, Presidente do Conselho Regional de Economia do RJ, em artigo "Estratégias e Modelos de Desenvolvimento", no livro "Os anos Lula - Contribuições para um Balanço Crítico 2003-2010", edição de 2010, às fls. 19/34, afirma que nossa meta deveria ser a mesma de China, Índia e Rússia, ou seja, entre 7,5% e 9% ao ano até obtermos o mesmo nível de renda percapita européia. A pressão inflacionária que desse crescimento adviria deveria ser controlado para evitar espiral inflacionária. Mas a opção do núcleo que manda no País, financista, impõe a prevalência do "controle inflacionário" em detrimento da "eliminação do atraso econômico"... e por isso nossa renda percapita está tendo de crescer a partir da diferença entre crescimento econômico e crescimento populacional, o que é muito mais lento e não é o que Índia e China fazem.
Veja esses trechos do artigo do meu professor de economia, no artigo mencionado:
Pessoal, há muito mais, mas acho que isso é essencial. Não nos satisfaçamos com pouco. Nosso país é nosso. Nós podemos ter a melhor vida do planeta. Só depende de nossa consciência, retidão, determinação, capacidade crítica e coesão. Indústrias são coesas. Bancos são coesos... nós, indivíduos com famílias, não podemos ser diferentes!! Empresas e mídia influenciam tudo, mas é a pessoa física que vota!!! Pelo amor de Deus! Vamos fazer o país que merecemos! Ninguém fará isso por nós ou nossos familiares.
p.s.: também é errado não se deixar perseguir o pleno emprego no Brasil. A área privada morre de medo do pleno emprego. Por quê? Ora, imagine que você é uma empresa. O pleno emprego acaba com o excedente de mão-de-obra e você teria de fazer o quê para obter mais empregados? Aumentar salário!! Mas, veja, esse medo é burro e egoísta. Na França e na Alemanha, antes da crise, havia situaçaõ de pleno emprego, ou seja, desemprego em 3%, 4%... só que era de toda a população francesa e alemã, ou seja, considerando africanos e turcos já com cidadania francesa e alemã. Gente, é isso... se tivermos pleno emprego, não haverá problema em empregar nossos vizinhos latino-americanos ou até europeus.. Não podemos parar de perseguir o pleno emprego exigindo baixa de crescimento econômico só porque faltará mão-de-obra ou aumentará custo.. o enfoque tem de ser no que é melhor para o brasileiro e para todo brasileiro. O aparente problema de falta de mão-de-obra será resolvido e se as empresas tiverem de aumentar salário é porque a produção e riqueza já aumentaram muito... não é sistema de ganha-perde, mas de ganha-ganha, ou seja, ganham brasileiros e ganham empresas brasileiras. O apego a egoísmos e imediatismos empresariais nega o direito a um mercado interno maior, a mais riqueza para todos.
p.s.2: É... reforma política, trabalhista, previdenciária e tributária também é importante... mas gente, isto é instrumental. O essencial é a mentalidade. Com o foco correto, como acho que o direcionamento de perguntas acima induz, o resto vem bem. O instrumental é sempre importante, mas o substancial é sempre o que impõe direção e ritmo.
p.s.3: Nossa meta deve ser ter os mesmos serviços públicos que os europeus e ter a mesma renda percapita com mesmo índice de inflação. A pergunta é como chegar lá o quanto antes. A pergunta errada e única que se faz hoje é como controlar inflação. A resposta é todo um movimento social no sentido da contenção inflacionária a todo custo e falta de direcionamento de nossa energia e inteligência para sair do cerco que resulta em baixo crescimento brasileiro. Baixo crescimento esse, inclusive, que resulta em diminuição da competição do Brasil com os países ricos, diminuição do processo de crescimento econômico, diminuição da persecução do princípio constitucional do pleno emprego brasileiro, diminuição do crescimento das indústrias brasileiras, diminuição de nossa autonomia produtiva.. isso é um absurdo. E temos vários economistas que nos apontam o caminho para se chegar ao padrão europeu o mais rápido possível. Eu fico com Mantega, Paulo Nogueira Batista Jr., George Vidor, Delfim Neto, Luciano Coutinho e João Paulo de Almeida Magalhães. Não à ala financista. Bancos não criam emprego. O que cria emprego é indústria gente. Indústria cria, enquanto banco (essencial para a economia, claro) vive da ecoonomia que exista, pois sua função é intermediar, simplesmente, o dinheiro que existe na sociedade, canalizando os valores dos poupadores e direcionando-os aos investidores ou consumidores. Seguir financista não é o mesmo que seguir desenvolvimentistas. E ser desenvolvimentista não quer dizer que se queira inflação. Mas o desenvolvimentista se irresigna com a vida em padrão inferior a nossos reais potenciais. Desenvolvimentista é ativo e ousado e cria política para atingir a meta de acelerar nosso desenvolvimento enfrentando problemas. Os financistas não querem inflação e não querem alteração de fluxo de capitais e lucratividade no setor financeiro e ponto. É um método que sobrevive através do medo, é passivo. Vamos juntos avaliar todos os atos políticos sob o prisma de o quanto aceleram nosso avanço de renda percapita e de obtenção de serviços públicos como os que os europeus têm, pois isso é ser rico.
p.s.4: texto revisto
p.s.5: Acho que finalizarei aqui, mas não sei... mas também é errado não podermos ter orgulho de nossos políticos.. a culpa é deles, claro, mas também tem uma parcela nossa. Mais pessoas honestas devem ser incentivadas a entrar para a política!! Não devíamos deixar que somente vagabundos, representantes de empresas e bancos, ladrões, representantes do tráfico e outros descomprometidos com a melhoria de vida do cidadão brasileiro e seus familiares entrassem para a política. Existem pessoas com convicções já hoje na política, não são poucos, mas não são muitos e com certeza não são a maioria.. mas e se fossem?!?! Eu quero políticos que me orgulhem. Eu quero ver um Senador da República entrar em um restaurante e ser recebido por aplausos de pé dos presentes. Então.. temos de corrigir esse costume enraizado de que político só pode ser Odorico Paraguassu e seus afins. Procurem e enalteçam os bons políticos. Incentivem pessoas de bem a seguir o caminho da política. Vamos isolar os políticos vagabundos e de mau caráter. Eles sempre se apresentam (os de mau caráter acabam sempre descobertos e propagandeados em jornais, elameando a classe).. é questão de tempo. Difícil é ver os honestos, pois nunca aparecem nas manchetes.
p.s.6: Acho que ficou claro, mas vou especificar o P.s.5. Primeiro os representantes de bancos e empresas não precisam ser desonestos.. eles estão mencionados junto aos desonestos porque foram comentados no momento em que eu quis enaltecer que há grupos que não defendem o interesse de cidadãos considerados como indivíduos. Mesmo que os representates de empresas e bancos sejam honestos, muitas vezes colocam o interesse dessas empresas à frente do cidadão, adotando medidas que aumentam a participação no pib da empresa e empobrecendo o cidadão. Neste sentido representantes políticos de empresas e bancos, principalmente bancos, podem prejudicar os interesses (mesmo que legitimamente) dos cidadãos. Há muitos políticos que podem receber apoio de empresas mas não se desvinculam de seus compromissos com o cidadão. Dificilmente algum parlamentar muito renomado não tem apoio de uma ou algumas empresas (mesmo que pequenas) que contribuem para sua campanha (fato normal e legítimo, mais uma vez.. até desejável, eu diria) mas cito alguns políticos de projeção que são honestos e comprometidos com o bem da população e o crescimento do Brasil, independentemente de sua matiz política e de apoios de campanha: Jorge Bittar, Fernando Gabeira, Alexandre Molon, Francisco Dornelles, Carlos Minc, Nílton Salomão, Eliomar Coelho, Marcelo Freixo.. então, é possível! Um dia, quem sabe, votaremos, e as empresas apoiarão, em parlamentares simplesmente por seu caráter e compromisso honesto com o bem do País, das empresas e das pessoas, para que ajam no limite de suas capacidades para criar ambiente ótimo de trabalho e vida para todos.
p.s. 22/08/2011 - texto revisto e ampliado.
O objetivo é expor erros a que estamos acostumados e não mais nos indignam, quando justamente agora, que temos crescimento econômico, seria o momento ideal para discutirmos o que fazer com a riqueza que existe e se avizinha para melhorar a qualidade de vida de nossas famílias.
Isso que faremos aqui as instituições bancárias fazem, sob seu prisma, na Febraban, as indústrias fazem na Fiesp, Firjan e CNI e as empresas comerciárias fazem na CNC. Passe a se fazer estes questionamentos e você não será mais um bucha de propagandas políticas ou da mídia e poderá conduzir-se de acordo com seu real interesse, transformando o Brasil em um país com renda per capita européia, com produção industrial chinesa, com salário mínimo europeu, com serviços públicos europeus e, se Deus quiser, sem muita coisa a ser copiada norteamericana, a não ser a capacidade de investimento em pesquisa, inovação e atração de cientistas e registro de patentes no nosso próprio País.
1 - É errado acharmos que somos pobres. Nossa economia é a sétima do mundo. Temos condições de investir para melhorar serviços públicos e aliviar toda a população de pagar por serviços privados que possa, por opção, obter com dignidade na esfera pública. Gente, na Europa, europeu não gasta com plano de saúde e educação. Ponha no lápis o quanto isso é de economia de renda durante um ano. Agora some dez anos. Agora some 30 anos e pegue esse valor mensalmente e invista a 0,5% na mísera poupança. Veja o valor que você perde por não ter serviço público de qualidade.. só na área pública de saúde e educação.
2 - É errado servidor público receber salário irrisório em comparação à sua responsabilidade. É errado servidor com atribuição sem complexidade receber em desacordo com o exercício de sua função... exercício real de sua função.. É errado a atribuição de cargos públicos estarem defasados em relação às verdadeiras atribuições de seus cargos exercidos atualmente.
3 - É errado pensar que o "serviço público está inchado" se há fila em hospital, se o "criança esperança" e "amigos da escola" tÊm que garantir locais e pessoas para dar acesso de educação para todos.. é errado achar que há excesso de funcionário público se há três vezes mais servidores por habitante na europa e duas vezes mais servidores públicos/trabalhadores nos eua. Isso significa que esses Estados investem de duas a três vezes mais do que o Brasil em serviço público para seus cidadãos... mas se a renda percapita deles é de até cinco vezes mais do que a nossa, quem em tese precisaria mais deste tipo de investimento? Brasil, claro!
4 - É errado achar que a mídia é isenta. A grande mídia é composta por grandes empresas e seus principais anunciantes são grandes empresas.. se a mídia precisa desses anunciantes, você acha que ela podeira publicar algo que contrarie interesse deste grupo de grandes empresas?
5 - É errado médico público ganhar R$1.300,00 e professor público ganhar R$700,00, como no Rio de Janeiro. É errada a substituição de servidores públicos e do serviço público por serviço privado onde o interesse público estiver em jogo, pois o servidor que tem estabilidade pode se negar a realizar algo ilegal, enquanto quem é ameaçado com perda de emprego fica muito mais indefeso a resistir a ameaças de prejuízo em caso de resistência a pedidos de infração contra o interesse público.
6 - É errado aumentarmos juros Selic em um mundo em que o dinheiro quer vir para o Brasil que é um dos países mais estáveis economicamente do mundo atual. Há medidas macroprudenciais como aumento de depósito compulsório, diminuição de prazos de empréstimos e aumento de exigência de capital próprio dos bancos em cada operação de empréstimo. Isso não aumenta dívida pública, controla demanda, desestimula tomada de empréstimo... mas diminui operações e lucratividade dos bancos...
7 - É errado continuar com aumento de juros quando o PIB foi reduzido à metade de um ano para o outro (foi de 7,5% em 2010 e será de 4% em 2011). Assim como é errado nossa produção industrial interna descer de 35% para 15%. País rico é país com indústria e não país com enfoque exclusivo em venda de commodities (Austrália e Canadá - o caso deles só se sustenta porque a Inglaterra acordou não produzir mais agrícolas e comprar desses dois países - informação dada por João Paulo de Almeida Magalhães no livro citado abaixo - tratam-se das "anti corn laws", pg. 25), exploração de turismo (Bahamas) ou com concentração de empresas montadoras de peças produzidas no estrangeiro (Malásia)!!! Quem manda é quem inventa, quem inova e quem é dono das indústrias!
8 - É errado o salário mínimo não ser suficiente para uma família de quatro pessoas viver. A meta de salário mínimo é de R$3.000,00 (o valor definido pelo Dieese é próximo disso). Gente, é isso. Pare de pensar como pobre. Pare de se satisfazer com pouco. Não pense no serviço doméstico que você perderá... pense que todo brasileiro viverá bem e a economia crescerá de forma a você ter esse serviço de outra forma. Europeu tem salário mínimo de 1500 euros.. se nós somos a sétima economia e há 30 países europeus.. acho que merecemos viver como eles.. é claro que isso não ocorrerá de um dia para o outro, pois as contas públicas estourariam, assim como inflação, mas deve haver essa meta. E cada ato político deve ser avaliado se nos conduz mais próximo ou mais longe disso.
9 - É errado achar que salário mínimo que aumenta acaba com o País e estoura a inflação. A Europa tem o maior salário mínimo e a menor inflação!!!
10 - É errado se satisfazer com crescimento econômico baixo. Temos de crescer a 5% ou 6% ao ano pelo menos. João Paulo de Almeida Magalhães, emérito professor de economia da UFRJ, Presidente do Conselho Regional de Economia do RJ, em artigo "Estratégias e Modelos de Desenvolvimento", no livro "Os anos Lula - Contribuições para um Balanço Crítico 2003-2010", edição de 2010, às fls. 19/34, afirma que nossa meta deveria ser a mesma de China, Índia e Rússia, ou seja, entre 7,5% e 9% ao ano até obtermos o mesmo nível de renda percapita européia. A pressão inflacionária que desse crescimento adviria deveria ser controlado para evitar espiral inflacionária. Mas a opção do núcleo que manda no País, financista, impõe a prevalência do "controle inflacionário" em detrimento da "eliminação do atraso econômico"... e por isso nossa renda percapita está tendo de crescer a partir da diferença entre crescimento econômico e crescimento populacional, o que é muito mais lento e não é o que Índia e China fazem.
Veja esses trechos do artigo do meu professor de economia, no artigo mencionado:
"A pergunta é então: se o objetivo do desenvolvimento é eliminar o atraso econômico no menor tempo exequível, por que se contentar com 4,5% se a taxa de 7% é comprovadamente alcançável? A explicação é, em última análise, que a taxa mais elevada criaria pressões inflacionárias" (ob. cit. pg. 28)
"Na verdade, contudo, o núcleo neoliberal enquistado no Banco Central manteve sempre o comando da economia." (ob.cit. pg. 28)
"Em suma, a excessiva preocupação com a estabilidade de preços está levando, através da sobrevalorização cambial, a distorções estruturais capazes de comprometer o desenvolvimento do país." (ob cit. pg. 29)
Pessoal, há muito mais, mas acho que isso é essencial. Não nos satisfaçamos com pouco. Nosso país é nosso. Nós podemos ter a melhor vida do planeta. Só depende de nossa consciência, retidão, determinação, capacidade crítica e coesão. Indústrias são coesas. Bancos são coesos... nós, indivíduos com famílias, não podemos ser diferentes!! Empresas e mídia influenciam tudo, mas é a pessoa física que vota!!! Pelo amor de Deus! Vamos fazer o país que merecemos! Ninguém fará isso por nós ou nossos familiares.
p.s.: também é errado não se deixar perseguir o pleno emprego no Brasil. A área privada morre de medo do pleno emprego. Por quê? Ora, imagine que você é uma empresa. O pleno emprego acaba com o excedente de mão-de-obra e você teria de fazer o quê para obter mais empregados? Aumentar salário!! Mas, veja, esse medo é burro e egoísta. Na França e na Alemanha, antes da crise, havia situaçaõ de pleno emprego, ou seja, desemprego em 3%, 4%... só que era de toda a população francesa e alemã, ou seja, considerando africanos e turcos já com cidadania francesa e alemã. Gente, é isso... se tivermos pleno emprego, não haverá problema em empregar nossos vizinhos latino-americanos ou até europeus.. Não podemos parar de perseguir o pleno emprego exigindo baixa de crescimento econômico só porque faltará mão-de-obra ou aumentará custo.. o enfoque tem de ser no que é melhor para o brasileiro e para todo brasileiro. O aparente problema de falta de mão-de-obra será resolvido e se as empresas tiverem de aumentar salário é porque a produção e riqueza já aumentaram muito... não é sistema de ganha-perde, mas de ganha-ganha, ou seja, ganham brasileiros e ganham empresas brasileiras. O apego a egoísmos e imediatismos empresariais nega o direito a um mercado interno maior, a mais riqueza para todos.
p.s.2: É... reforma política, trabalhista, previdenciária e tributária também é importante... mas gente, isto é instrumental. O essencial é a mentalidade. Com o foco correto, como acho que o direcionamento de perguntas acima induz, o resto vem bem. O instrumental é sempre importante, mas o substancial é sempre o que impõe direção e ritmo.
p.s.3: Nossa meta deve ser ter os mesmos serviços públicos que os europeus e ter a mesma renda percapita com mesmo índice de inflação. A pergunta é como chegar lá o quanto antes. A pergunta errada e única que se faz hoje é como controlar inflação. A resposta é todo um movimento social no sentido da contenção inflacionária a todo custo e falta de direcionamento de nossa energia e inteligência para sair do cerco que resulta em baixo crescimento brasileiro. Baixo crescimento esse, inclusive, que resulta em diminuição da competição do Brasil com os países ricos, diminuição do processo de crescimento econômico, diminuição da persecução do princípio constitucional do pleno emprego brasileiro, diminuição do crescimento das indústrias brasileiras, diminuição de nossa autonomia produtiva.. isso é um absurdo. E temos vários economistas que nos apontam o caminho para se chegar ao padrão europeu o mais rápido possível. Eu fico com Mantega, Paulo Nogueira Batista Jr., George Vidor, Delfim Neto, Luciano Coutinho e João Paulo de Almeida Magalhães. Não à ala financista. Bancos não criam emprego. O que cria emprego é indústria gente. Indústria cria, enquanto banco (essencial para a economia, claro) vive da ecoonomia que exista, pois sua função é intermediar, simplesmente, o dinheiro que existe na sociedade, canalizando os valores dos poupadores e direcionando-os aos investidores ou consumidores. Seguir financista não é o mesmo que seguir desenvolvimentistas. E ser desenvolvimentista não quer dizer que se queira inflação. Mas o desenvolvimentista se irresigna com a vida em padrão inferior a nossos reais potenciais. Desenvolvimentista é ativo e ousado e cria política para atingir a meta de acelerar nosso desenvolvimento enfrentando problemas. Os financistas não querem inflação e não querem alteração de fluxo de capitais e lucratividade no setor financeiro e ponto. É um método que sobrevive através do medo, é passivo. Vamos juntos avaliar todos os atos políticos sob o prisma de o quanto aceleram nosso avanço de renda percapita e de obtenção de serviços públicos como os que os europeus têm, pois isso é ser rico.
p.s.4: texto revisto
p.s.5: Acho que finalizarei aqui, mas não sei... mas também é errado não podermos ter orgulho de nossos políticos.. a culpa é deles, claro, mas também tem uma parcela nossa. Mais pessoas honestas devem ser incentivadas a entrar para a política!! Não devíamos deixar que somente vagabundos, representantes de empresas e bancos, ladrões, representantes do tráfico e outros descomprometidos com a melhoria de vida do cidadão brasileiro e seus familiares entrassem para a política. Existem pessoas com convicções já hoje na política, não são poucos, mas não são muitos e com certeza não são a maioria.. mas e se fossem?!?! Eu quero políticos que me orgulhem. Eu quero ver um Senador da República entrar em um restaurante e ser recebido por aplausos de pé dos presentes. Então.. temos de corrigir esse costume enraizado de que político só pode ser Odorico Paraguassu e seus afins. Procurem e enalteçam os bons políticos. Incentivem pessoas de bem a seguir o caminho da política. Vamos isolar os políticos vagabundos e de mau caráter. Eles sempre se apresentam (os de mau caráter acabam sempre descobertos e propagandeados em jornais, elameando a classe).. é questão de tempo. Difícil é ver os honestos, pois nunca aparecem nas manchetes.
p.s.6: Acho que ficou claro, mas vou especificar o P.s.5. Primeiro os representantes de bancos e empresas não precisam ser desonestos.. eles estão mencionados junto aos desonestos porque foram comentados no momento em que eu quis enaltecer que há grupos que não defendem o interesse de cidadãos considerados como indivíduos. Mesmo que os representates de empresas e bancos sejam honestos, muitas vezes colocam o interesse dessas empresas à frente do cidadão, adotando medidas que aumentam a participação no pib da empresa e empobrecendo o cidadão. Neste sentido representantes políticos de empresas e bancos, principalmente bancos, podem prejudicar os interesses (mesmo que legitimamente) dos cidadãos. Há muitos políticos que podem receber apoio de empresas mas não se desvinculam de seus compromissos com o cidadão. Dificilmente algum parlamentar muito renomado não tem apoio de uma ou algumas empresas (mesmo que pequenas) que contribuem para sua campanha (fato normal e legítimo, mais uma vez.. até desejável, eu diria) mas cito alguns políticos de projeção que são honestos e comprometidos com o bem da população e o crescimento do Brasil, independentemente de sua matiz política e de apoios de campanha: Jorge Bittar, Fernando Gabeira, Alexandre Molon, Francisco Dornelles, Carlos Minc, Nílton Salomão, Eliomar Coelho, Marcelo Freixo.. então, é possível! Um dia, quem sabe, votaremos, e as empresas apoiarão, em parlamentares simplesmente por seu caráter e compromisso honesto com o bem do País, das empresas e das pessoas, para que ajam no limite de suas capacidades para criar ambiente ótimo de trabalho e vida para todos.
p.s. 22/08/2011 - texto revisto e ampliado.
Comentário ao artigo publicado hoje no Globo On line sobre gastos previstos pelo STF para 2012
Naturalmente com um vetor ligeiramente contrário à previsão de gasto do STF e principalmente em relação ao aumento de "gastos" com servidores, o artigo publicado hoje no Globo On line intitulado "STF prevê gastos de R$ 614 milhões para 2012; mais da metade será para a folha de pagamento", de autoria da jornalista Carolina Brígido, foi informativo e pouco indutivo. Menos indutivo do que comumente o Globo costuma fazer, sempre no sentido de humilhação e escárnio dos servidores públicos, independente de suas funções e das exigências intelectuais do exercício de cada cargo. Mas mesmo assim, convém fazer as seguintes considerações que o tema suscita e que expus no Globo On line e reproduzo para você:
Todo mundo aqui sabe que sou funcionário público, servidor do Judiciário Federal. Mas justamente este fato me proporcionou estar em situação privilegiada para passar algumas coisas a vocês que quem não está no meu lugar não pode ver.
Serviço público é seu. Serviço público é para você ter orgulho dele. Serviço público deve ser bom ou ótimo e assim ser reconhecido pelo cidadão a que deve servir e pelos cidadãos estrangeiros. É assim na Europa. Em menor proporção é assim nos EUA. Aqui tem que passar a ser assim. Mas não é atirando pedra que isso ocorrerá. Nem acabando com serviço público só porque a maioria nunca será servidor público, seja por não querer, seja porque os concursos são difíceis e uma minoria passa.
VocÊ nunca deixará de pagar impostos. Assim, o único jeito é exigir que o funcionário público seja o melhor possível!! É simples. É exigir nas provas. É oferecer bons salários para que os melhores sejam atraídos ou sintam vontade de permanecer nos cargos para que isso repercuta em melhor prestação de serviço público para você. Em um meio em que a maioria é boa ou ótima, os medíocres ficam com poucas opções: ou se esforçam para crescer e se manter em melhores lotações, com funções gratificadas, com cargos em comissão, ou perderão esses melhores (e mais exigentes) postos, funções gratificadas e cargos em comissão. Quem se beneficia? Você.
Se numa empresa privada séria há política de retenção de talentos, porque não fazemos o mesmo no serviço público? Se em empresas privadas há planejamento e em algumas mais sofisticadas e ricas há gerenciamento interno de carreira do trabalhador, por que não implantamos isso no serviço público? Se o serviço público é nosso, porque não cuidarmos como se fôssemos (como somos) donos?
Você não é cliente do serviço público, amigo.. isso é absurdo.. você é dono. Cliente insatisfeito procura a concorrência. Quem é o concorrente para o serviço essencial do Estado? Haja como dono do serviço público e não como cliente. Dono não apedreja seus empregados e sua empresa... ele entende onde estão os problemas e desenvolve políticas gerenciais para atingir suas metas.
Repetir as frases midiáticas gratuitamente contrárias ao funcionalismo não guarda correspondência com o que ocorre na Europa, não fortalece o Estado, não garante melhor serviço público para você e sua família, não cria oportunidade de emprego, não cria concorrência entre o Estado e a área privada pelo trabalhador brasileiro.
Informe-se. Você vai ficar impressionado como você é mal informado pela grande mídia contra os seus próprios e verdadeiros interesses.
Abraços de cidadão
Mário César Pacheco
p.s. 06/08: texto revisto
"Finalmente o Judiciário está se portando como Poder da República autônomo, como garante a Constituição Federal. O orçamento do Judiciário é do Judiciário, para ser aplicado exclusivamente nas necessidades do Judiciário para que funcione da melhor maneira possível para todo o País. Nisso está incluída a gestão de material e recursos humanos, incluídos juízes e servidores. Estando dentro do limite do orçamento do Judiciário e respeitando a lei de Responsabilidade Fiscal, a Presidente não opina.
Um país, em que o Judiciário não tem respeitada a sua gestão sobre o seu próprio orçamento, condena o Judiciário a perder sua condição de Poder da República, e transforma-o em órgão do executrivo... depois, não peçam autonomia para julgamentos contra o Estado.. Numa ditadura, a primeira coisa que se faz é acabar com a autonomia do Judiciário. Isso é tema grave e sensível. Todos sabemos que O Globo é contra funcionário público e contra o Estado.. toda grande empresa detesta a autonomia estatal.
Os motivos pelos quais toda grande empresa detesta autonomia estatal são vários, mas os mais importantes são:
1 - O Estado eficiente regula e fiscaliza melhor o mercado, o que significa que limita a liberdade da empresa, mesmo que para o bem do País;
2 - Estado organizado e eficiente presta serviço público com qualidade e em quantidade a todos, concorrendo com a área privada (educação, saúde, previdência e segurança) e;
3 - Estado organizado e eficiente tira empregado da área privada.
Aos induzidamente indignados da Nação posso dizer que: vocês comparam os salários dos servidores do Judiciário com a área privada, mas não vêem que a média de estudo dos funcionários analistas e técnicos é muito superior à média da educação dos trabalhadores da área privada. Na Justiça Federal praticamente 40% de técnicos e analistas são pós-graduados, como eu, por exemplo. Além disso, o cargo é público e todos podem fazer concurso.
Quero que vocês saibam que uma das melhores empresas de petróleo do mundo tem funcionários públicos brasileiros (Petrobras), que uma das mais eficientes receitas do mundo é brasileira, que o BNDES tem mais dinheiro para emprestar a brasileiros do que o banco mundial para o mundo todo e tudo isso só existe com funcionários públicos bem remunerados e de alto nível intelectual. Não ataquem seus próprios interesses. País forte sem servidor profissional não existe.
Gostaria muito que vocês soubessem, já que o Globo nunca vai publicar isso, que o Poder Judiciário é o Poder mais econômico da República. É comum que do seu orçamento de 6% o orçamento da união (o executivo tem 90% e o Legislativo tem 4%), o Judiciário nunca gaste mais de 5,5%, historicamente. Isso significa que enquanto o Executivo se esforça para economizar 3,1% o Judicário normalmente economiza 10%. Então o Judicário não é irresponsável como dito.
Além disso, o aumento de juízes de 15% não é aumento como publicado.. para que vocês saibam a verdade, isso é inflação dos últimos três anos. A inflação deve ser reposta anualmente conforme dita a CF/88, mas isso nunca acontece. Veja que só em 2010 (ou 2011) os metalúrgicos obtiveram reajuste de 11% e ninguém os agrediu por isso.
A comparação com salário-mínimo é ridícula até porque as funções de salário e de salário-mínimo são diferentes. Salário-mínimo não remunera trabalho específico.
Nossos magistrados pedem a reposição da inflação e só. Todos os salários do funcionalismo público têm de ser revistos. Médico não pode ganhar 1300 reais, como no RJ, nem bombeiro 900 reais, gente. Professor não pode ganhar 700 reais. Exijam que todos subam e não que alguém desça!! Quem já subiu vira parâmetro para aproximação e não "mira de tiro". Isso é ignorante. Um inglês se sente mal porque seus legisladores e juízes ganham bem? Não entre na onda midiática de atacar gratuitamente o funcinário(que lhe presta serviço público peo imposto pago e que nunca deixará de ser pago).
O objetivo da área privada é acabar com os cargos públicos e funcionários para que você e seu filho tenham de pagar por serviços públicos (saúde, educação, segurança, previdÊncia e outros) e para que vocês não tenham opção de emprego, inchando o excesso de mão-de-obra brasileiro para que os salários da área privada sejam sempre baixos!! Seja inteligente, pelo amor de Deus!!! O Brasil não vai melhorar para você se você não enxergar como você é manipulado. Não concorde comigo.. só pense no que eu disse.
Última informação, não existe mais faxineiro funcionário público na Justiça... isso é mentira.. o cargo de auxiliar judiciário (que não é de faxineiro), que exigia somente primeiro grau está praticamente extinto. Somente os que remanescem de décadas atrás continuam em seus cargos e (quase) todo serviço mecânico está terceirizado. Mas na época em que houve os concursos eram necessários pois o analfabetismo imperava no Brasil. Não se pode demiti-los, mas seus cargos não serão renovados. POr favor.."
Todo mundo aqui sabe que sou funcionário público, servidor do Judiciário Federal. Mas justamente este fato me proporcionou estar em situação privilegiada para passar algumas coisas a vocês que quem não está no meu lugar não pode ver.
Serviço público é seu. Serviço público é para você ter orgulho dele. Serviço público deve ser bom ou ótimo e assim ser reconhecido pelo cidadão a que deve servir e pelos cidadãos estrangeiros. É assim na Europa. Em menor proporção é assim nos EUA. Aqui tem que passar a ser assim. Mas não é atirando pedra que isso ocorrerá. Nem acabando com serviço público só porque a maioria nunca será servidor público, seja por não querer, seja porque os concursos são difíceis e uma minoria passa.
VocÊ nunca deixará de pagar impostos. Assim, o único jeito é exigir que o funcionário público seja o melhor possível!! É simples. É exigir nas provas. É oferecer bons salários para que os melhores sejam atraídos ou sintam vontade de permanecer nos cargos para que isso repercuta em melhor prestação de serviço público para você. Em um meio em que a maioria é boa ou ótima, os medíocres ficam com poucas opções: ou se esforçam para crescer e se manter em melhores lotações, com funções gratificadas, com cargos em comissão, ou perderão esses melhores (e mais exigentes) postos, funções gratificadas e cargos em comissão. Quem se beneficia? Você.
Se numa empresa privada séria há política de retenção de talentos, porque não fazemos o mesmo no serviço público? Se em empresas privadas há planejamento e em algumas mais sofisticadas e ricas há gerenciamento interno de carreira do trabalhador, por que não implantamos isso no serviço público? Se o serviço público é nosso, porque não cuidarmos como se fôssemos (como somos) donos?
Você não é cliente do serviço público, amigo.. isso é absurdo.. você é dono. Cliente insatisfeito procura a concorrência. Quem é o concorrente para o serviço essencial do Estado? Haja como dono do serviço público e não como cliente. Dono não apedreja seus empregados e sua empresa... ele entende onde estão os problemas e desenvolve políticas gerenciais para atingir suas metas.
Repetir as frases midiáticas gratuitamente contrárias ao funcionalismo não guarda correspondência com o que ocorre na Europa, não fortalece o Estado, não garante melhor serviço público para você e sua família, não cria oportunidade de emprego, não cria concorrência entre o Estado e a área privada pelo trabalhador brasileiro.
Informe-se. Você vai ficar impressionado como você é mal informado pela grande mídia contra os seus próprios e verdadeiros interesses.
Abraços de cidadão
Mário César Pacheco
p.s. 06/08: texto revisto
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